segunda-feira, 19 de março de 2018

Palavras de vida
     (João Crispim Victorio)

Vá cantador
Vá cantar cantigas de amor
Para esse povo sofredor
Tu o poeta
Caminhante sem pressa
Falante do que interessa...

Vá cantador
Vá poeta
Vá estancar a dor
Secar o suor do trabalhador
Enxugar suas lágrimas
Com palavras de sabedoria e amor...

Vá cantador
Vá poeta
É o Nordeste de portas abertas a irradiar o Brasil
Vá sem prepotência, sem arrogância
Leve como a criança
A necessária "acordância" ao povo servil...



                                            Rio de Janeiro, 18 de março de 2018.



Jessier Quirino, Arquiteto por profissão, poeta por vocação, matuto por convicção. Apareceu na folhinha no ano de 1954 na cidade de Campina Grande, Paraíba e é filho adotivo de Itabaiana também na Paraíba, onde reside desde 1983.

Filho de Antonio Quirino de Melo e Maria Pompéia de Araújo Melo e irmão mais novo de Lamarck Quirino, Leonam Quirino, Quirinus Quirino e irmão mais velho Vitória Regina Quirino.

Estudou em Campina Grande até o ginásio no Instituto Domingos Sávio e Colégio Pio XI. Fez o curso científico em Recife no Esuda e fez faculdade de Arquitetura na UFPB – João Pessoa, concluindo curso em 1982. Apesar da agenda artística literária sempre requisitada, ainda atua na arquitetura, tendo obras espalhadas por todo o Nordeste, principalmente na área de concessionárias de automóveis. Na área artística, é autodidata como instrumentista (violão) e fez cursos de desenho artístico e desenho arquitetônico. Na área de literatura, não fez nenhum curso e trabalha a prosa, a métrica e a rima como um mero domador de palavras.






Natural de Brasília, Túlio Borges é cantor e compositor premiado em diversos festivais no Brasil. Em 2010, lança seu primeiro disco. O álbum Eu venho vagando no ar apresenta canções autorais e rende elogios de grande parte da crítica nacional, como Tárik de Souza e Zuza Homem de Mello, além do prêmio de melhor cantor independente pela Rádio Cultura de São Paulo e a nominação de um dos 50 melhores discos do ano pela Revista Manuscrita.

Em 2015, lança o álbum, Batente de Pau de Casarão. Dedicado à cidade pernambucana de São José do Egito, conhecida com capital da poesia, o disco é repleto de parcerias com poetas nordestinos, como Climério Ferreira (PI), Jessier Quirino (PB), Afonso Gadelha (PB) e José Chagas (MA). O trabalho é escolhido como um dos 3 melhores discos brasileiros do ano, pelo site Melhores da Música Brasileira.

Produtor musical em diversos projetos, Túlio lança em 2017 o seu 3° álbum, Cutuca meu peito incutucável, exclusivamente sobre a paixão. Ainda em 2017, entra em estúdio com seu mais novo projeto O Maior beliscão do alicate, arranjado com inequívocas influências da música eletrônica, do rock alternativo e do jazz.










domingo, 4 de março de 2018


Uma homenagem a todas as mulheres


A Todas as Mulheres

A todas as mulheres
Carmelitas, Almerindas
Marias,Conceições
Creusas e Ritas...

Amarelas, brancas
Negras, índias e mestiças...

Gordas, magras
Altas, baixas
Feias e bonitas...

Informadas, alienadas
Estudadas e analfabetas...
Casadas, separadas
Viúvas, amantes e solteiras...

A todas as mulheres
Que se viram nas noites
Que batalham os dias...

Que fazem história
Que geram vidas
Que somam vitórias...

Que vão à luta
Que descobrem o medo
Que ignoram preconceitos...

Que assumem seus desejos
Que têm coragem...

A todas essas mulheres
A honra, o reconhecimento
A flor da homenagem...


Mulher

Insubstituível
Incomparável
Melhor...

Busca masculina da perfeição divina
Origem de tudo
Essência da vida...

A natureza produz teu nome
Rosa, Hortênsia, Margarida...

Luz
Perseverança
Conquistadora

Lindas
Perfeitas
Posso vê-las...

Nas areias das praias
Nos becos das favelas...

Brancas
Negras
Morenas...

Desfilando na avenida
Na minha esquina...




Rotina

Acorda bem cedo a menina
No silêncio se arruma
Plena melancolia
Diante do pequeno espelho
Profunda respiração
No rosto um pouco de rouge
Nos lábios o batom...

Segue seu reto destino
Sem o Norte e sem Sul
Animal no corredor da morte
Anda despertando sentidos
Avarentos homens no cio...

Sobe a mesma passarela
Parecem infinitos os degraus
Embarca no trem lotado
Sem igual...

Baixada direto à central
Rio, cidade maravilhosa
Vida dura de trabalho
Ganha um misero salário
Isso a deixa orgulhosa...

Acorda bem cedo a menina
No silêncio começa sua rotina
Repete cada gesto
Faz tudo de novo
Uma agonia...

Agora é espelho
O fruto está no seu ventre
No corredor da morte

Sorte lançada ao vento...



Guerreira

Ela desceu o morro
Não temeu a cidade
Conquistou seu espaço
Com dignidade...

Negro não mais se curva!

Negro não mais se cala!

Mão firme ergueu o estandarte
Mostrou sua rebeldia
Opressora sociedade...

Mulher não mais se curva!

Mulher não mais se cala!

Guerreira apaixonada
Voz dos oprimidos
Vez dos marginalizados...

Negro não mais se curva!

Mulher não mais se cala!




Seu Nome

Diga seu nome
Fale alto em bom tom
Todos devem ouvir...

Não tenha medo
Mostre sua cara
Seu corpo frágil...

Frágil porque é humano
Tem valor porque está vestido...

Fale alto em bom tom
Não tenha vergonha
Outras vão lhe seguir...

Trabalho digno
Igualdade salarial
Respeito irrestrito...

Mostre suas mãos calejadas
Todo seu brilho...

Fale alto em bom tom
Na sala de aula ou de cirurgia
Na direção de empresa ou de caminhão...

Sou forte e competente
Mulher como outra qualquer
Dona de casa e presidente...

Dê seu recado
Maria que era anônima...

Ser fútil é o maior dos pecados...
  


Diolinda

Como pode ser
Mulher franzina
Estatura mediana
Incomodar tanto o poder...

Ouvindo-a compreendi
Na força da voz
Na determinação
Na coragem com que falava
Quanta sabedoria!

Vi fluir livremente
A áurea do corpo
Um brilho nos olhos
Da boca um som mágico
Ecoava por toda sala
Penetrava em meus ouvidos...

Meu Deus!
Linda guerreira
Trouxe esperança
Ressuscitou o ânimo dos adormecidos
Como eu...


Poesias de João Crispim Victorio

Livros: Sobre o Trabalho que Falo... (2013)
        Sobre o Rio que Falo... (2015)
        Sobre Nós que Falo... (2017)


terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Musica e criação

Músicas...
Letras...
Movimento no ar.

Pessoas...
Pensamentos...
Liberdade no falar.

Olhares...
Desejos...
Envolvimento do coração.

Óvulos...
Gametas...
Continuidade da criação.

                                                                                               João Crispim Victorio


segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018


Por um momento

O poeta está só
Só com seus botões
Com o ar que lhe permite respiração...

Só com seus pensamentos
Com seus devaneios profundos
Sua cabeça gira como gira o mundo...

O poeta está só
Só com as cadeiras frias
Com as dores que lhe remontam a vida...

Só com os papéis
Com a pena movida pelo fetichismo
Finge porque sabe da maldade do capitalismo

O poeta está só
Só com suas dúvidas
Com a solidão que vem das ruas...

Só com as lutas utópicas
Com sua sensibilidade crítica
Habilidades a tão poucos oferecidas...

O poeta está só
Só com sua produção intelectual
Com a busca da palavra final...

Só com suas aflições
Com a necessidade de gente
Querer a sociedade justa é urgente...

O poeta está só
Só por um momento...


Poema de João Crispim Victorio.
Livro: Sobre o Trabalho que Falo...

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018


Curso natural
(João Crispim Victorio)

Acordei e me vi sozinho
Como se fosse possível estar!
Pois tinha o sol, o vento...

Os últimos dias andaram cinzentos
Muitas nuvens pesadas no céu
Pouca chuva sobre a terra
Finda o verão...

Então, resolvi cuidar do quintal
Fazer algo por mim mesmo
Já que há tempos não o fazia...

Logo no primeiro gesto
Lembrei-me de Cristal
As suas correrias pela casa
As estripulias que fazia
Na hora errada!
Não sei se existe hora certa...

Por muitos minutos fiquei refletindo
Completou de vez minha melancolia
Lágrimas correram dos olhos...

Saudade das brincadeiras
Fracassadas tentativas de carinho
Foram muitos anos de companhia
Por que não dizer de amizade...

Neste momento percebo pios de passarinhos
Vejo um ninho entre as madeiras do telhado
Meu peito se enche de felicidade...

Vem-me na lembrança a cadeia alimentar
Minhas aulas de ciências
Gatos são predadores de pequenos roedores
Também de insetos e pássaros
Agora, sem a física presença da Cristal
O espaço está livre...

Os pardais as cambaxirras e outros mais
Farão a festa no meu quintal
E a vida segue o curso natural...


Rio de Janeiro, 08 de fevereiro de 2018.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Reforma Agrária: solução para o desenvolvimento justo do Brasil.

João Crispim Victorio[i]


Ao traçarmos a linha da história vamos perceber que as questões relacionadas a terra tem sido motivos de guerras, de discórdias e de poder social e econômico de um grupo sobre outro. A concentração de terras nas mãos de alguns poucos sempre foi um dos maiores problemas para a humanidade, principalmente por não se fazer justiça social no campo. Dessa forma, podemos definir reforma agrária como sendo a reorganização justa da terra. Nesse sentido, para que de fato ela ocorra é necessário regulamentá-la por meio de medidas jurídico-econômicas e democráticas, visando desconcentrar a propriedade das terras cultiváveis a fim de torná-las produtivas nas mãos dos que realmente querem e precisam trabalhar a terra. Essa justa divisão de terras deve ter como objetivo final o aumento da produção agrícola, a ampliação do mercado interno e, consequentemente, a melhoria do nível de vida das populações no campo e da cidade. Se não for assim estaremos longe da implementação de uma política social capaz de acabar com o desemprego a fome e a miséria no Brasil.
Para falar de reforma agrária vamos partir de uma análise histórica da humanidade. Veremos ser a mesma marcada por muitas lutas, conquistas e, também, resistências em relação as perdas e os ganhos de terras. A dinâmica do movimento pela conquista da terra foi de poucas vitórias e muitas derrotas para o lado mais fraco da sociedade, os oprimidos. Mas com certeza foram e são movimentos violentos e sangrentos desde a Antiguidade. Pois, os gregos e os romanos[1], atores principais na visão ocidental da história, viviam em desarmonia. Na Grécia, Platão defendia a propriedade coletiva da terra, enquanto Aristóteles, seu principal discípulo, recomendava a propriedade privada. Em Roma, Caio Graco promulgou a lei agrária ordenando a redistribuição de terras provocando as mais violentas reações que o levaram a morte.
A estrutura agrária comum em toda a Europa na Antiguidade e Idade Média, gerava muitos problemas sociais como resultado das relações do trabalho no campo. Esses problemas culminaram na Revolução Francesa[2], no final do século XVIII, abolindo a servidão rural e lançando luz sobre outras nações. Porém, a Revolução não conseguiu eliminar os problemas fundiários na França. Essa, não era uma tarefa fácil.
A história nos mostra que desde os primórdios fazer reforma agrária em qualquer lugar do mundo nunca foi coisa simples, não basta querer distribuir as terras aos que não tem terra. A propriedade privada sempre foi garantia de poder econômico e político e, por isso, dividi-la de forma justa tira de alguns poucos esse poder e dá a muitos o espírito de uma autêntica revolução social. Esses alguns poucos que detinham o poder eram chamados de senhores feudais. O sistema feudal[3] na Europa começa a ter seu fim nos primeiros séculos da Baixa Idade Média, período marcado por uma nova forma de organização social decorrente do surgimento do capitalismo comercial[4]. Nesse período, os senhores feudais começaram a arrendar suas terras e a mão de obra passa ser remunerada com um salário.
Aos poucos, toda essa organização social estruturada com base nos senhores feudais vai mudando, dando início a um novo período histórico, a Modernidade. Esse novo período tem suas bases na Revolução Científica[5] e no Movimento Iluminista[6]. Ou seja, com uma nova forma de pensar o mundo e com as máquinas, logo as fábricas foram se consolidando e, consequentemente, chegamos a Revolução Industrial Inglesa[7]. Tem início uma nova forma de organização social, agora subordinada as fábricas, nesse novo cenário surge os novos personagens, o patrão, dono do capital e o operário, quem vende sua força de trabalho.
Com a expansão industrial, o sistema capitalista passa ser imperativo e ao mesmo tempo complexo, já que em curto espaço de tempo vai gerar a divisão do trabalho nas cidades e aumentar o fluxo da massa de operários dentro das cidades e dos campos para as cidades gerando o êxodo rural, pois, os camponeses iludidos viram nas fábricas a “oportunidade” de enriquecimento. Na verdade, foram tempos difíceis já que trabalhavam homens, mulheres e crianças, por mais de dez horas diárias. Acredito que só não foi pior porque a necessidade fez com que surgisse, já nessa época, as organizações operárias como forma de diminuir o processo opressor contra os operários. Essas organizações operárias nascidas na Europa, que hoje chamamos de sindicato, assim como as fábricas, se espalham por todo o mundo.
Durante o século XIX, apesar da resistência campesina, a Europa e grande parte do mundo, tem na tradição romana de valorizar a propriedade privada, inspiração para suas leis que favorece a concentração da propriedade nas mãos de um número reduzido de indivíduos exploradores dos camponeses sem terra e sem opções de outro tipo de trabalho. Essa situação só vai se modificar a partir do século XX, com a pressão das massas camponesas estimuladas pela Revolução Soviética[8]. Nesse sentido, os movimentos pela reforma agrária por todo o mundo, guardadas as características e objetivos de cada país, tem como princípio básico as medidas de supressão imediata ou progressiva da propriedade privada da terra. Isso, independentemente de serem reformas implantadas em países capitalistas ou socialistas.
Infelizmente esse movimento pela reforma agrária no século XX não atingiu ao Brasil de forma a causar mudanças significativas no campo. No nosso país o latifúndio, não por acaso, sempre foi identificado com o setor conservador da política brasileira. Setor esse que exerceu e ainda exerce muita influência sobre as decisões oficiais, por meio de seus representantes nos governos municipal, estadual e federal. Por isso, o regime de propriedade e os privilégios são mantidos e resistem às mudanças propostas por organizações sociais e políticas. Esses setores conservadores no Brasil só vão se sentir incomodados com o advento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST, com a Pastoral da Terra, com a Teologia da Libertação e os partidos políticos de esquerda, entre esses o Partido dos Trabalhadores.
Por outro lado, os setores conservadores também se organizaram e criaram seus grupos de defesa como União Democrática Ruralista e seus partidos de direita. Esses setores são os responsáveis, por exemplo, do ocorrido em 1963, quando João Goulart[9], defendeu que a terra não poderia ser mantida improdutiva por força do direito de propriedade. Com isso, pretendia distribuir lotes as famílias brasileiras. A resposta foi rápida. O governo foi destituído por meio de um golpe militar, interrompendo a mobilização nacional em favor da reforma agrária. São também responsáveis por muitas mortes no campo e por massacres como o que ocorreu recentemente no dia 17 de abril de 1996, resultando na morte de dezenove sem-terra em Eldorado do Carajás, no sul do Pará.
É sabido por quase todos que o Brasil apresenta uma estrutura agrária em que convivem extensos latifúndios improdutivos, grandes monoculturas de exportação e milhões de trabalhadores rurais sem terra. E tudo isso tem início no período da colonização quando Portugal implantou engenhos e concedeu vastas sesmarias para quem estivesse em condições de investir na lavoura canavieira. Contrapartida uma numerosa população rural vivia em péssimas condições de higiene e alimentação, resultando em elevado índice de mortalidade. Em algumas regiões do país o analfabetismo é alarmante e inexistem, até hoje, escolas estruturadas de nível fundamental, médio e técnico-agrícolas.
No Brasil, apesar de existirem leis especificas[10] para fins de reforma agrária, atualmente, a mesma vem acontecendo em passos lentos com a compra e a desapropriação de latifúndios particulares, considerados improdutivos pela União. As terras são repassadas ao Incra[11] que as distribui às famílias e presta assistência financeira, consultoria e de insumos para que possam produzir. Mas o principal instrumento da reforma agrária que é a desapropriação vem sofrendo forte resistência, intensificando os conflitos no campo. O resultado desses conflitos é o legítimo aparecimento de grupos e organizações de luta pela terra que tem suas ações com base na ocupação de terras para pressionar o governo a fazer a reforma agrária.
A história está aí para nos mostrar que os países que, de certa forma, realizaram a reforma agrária, independente se capitalista ou comunista (socialista), conseguiram se desenvolver economicamente ao ponto de diminuir o fosso da desigualdade social entre os seus. Mas no Brasil, onde ainda impera, por um lado a ignorância e por outro a ganância não sabemos precisar sobre o acontecimento libertador da reforma agrária. Enquanto isso, vamos vivendo e vendo surgir novas lideranças políticas, novos grupos de libertação. Assim, quiçá um dia a reforma agrária aconteça e, consequentemente, passaremos a ser um povo desenvolvido e feliz.



Rio de Janeiro, 28 de dezembro de 2017.







[1] Marisa Schmitt Siqueira Mendes e Heloise Siqueira Garcia. Construção Histórica do Direito de Propriedade em Grécia e Roma. Revista eletrônica da UNIFEBE. Disponível em < http://periodicos.unifebe.edu.br/index.php/revistaeletronicadaunifebe/article/view/33.> Acessado em 04 de dezembro de 2017.

[3] Feudalismo na Idade Média. Disponível em < https://www.suapesquisa.com/feudalismo/ > Acesso em 04 de dezembro de 2017.

[4] O capitalismo comercial, chamado Mercantilismo, se deu entre as grandes potências da época que para expandir seus comércios passaram a explorar novas terras, a comercializar escravos e metais preciosos.

[5] A Revolução Científica tem início a partir do século XVII. A divulgação de descobertas cientificas colocou em questão algumas teorias dadas como certas. Isso causou ruptura entre ciência e filosofia e deu à ciência um tratamento empírico. 

[6] Iluminismo foi um movimento intelectual nascido na Europa no século XVIII. Esse movimento teve sua origem na França e seus principais promotores se encontravam na classe média. Defendiam o uso da razão e questionavam o poder absoluto da Monarquia. O movimento iluminista e a sua forma de pensar chegou nos círculos de poder provocando grandes mudanças nas esferas políticas e sociais.

[7] Revolução Industrial. Disponível em < https://www.suapesquisa.com/industrial/ > Acesso em 04 de dezembro de 2017.

[8] Revolução Russa. Disponível em <  https://www.suapesquisa.com/russa/ > Acesso em 04 de dezembro de 2017.

[9] João Goulart foi o último presidente do Brasil antes do Regime Militar (1964-1985). Jango, como era conhecido, foi candidato a vice de Jânio Quadros à presidência, em 1961. Com a renúncia de Jânio, Jango assume a presidência ovacionado por seus eleitores. Ele tinha aproximação com os trabalhadores e sindicatos e a promessa de garantir uma vida melhor aos mais pobres.

No dia 13 de março de 1964, Jango realiza um comício na estação Central do Brasil, Rio de Janeiro, prometendo a reforma agrária através da redistribuição de terras e uma política mais favorável aos pobres e trabalhadores. A oposição não demorou a se manifestar organizando a Marcha da Família com Deus pela Liberdade. Marcha contra a reforma agrária e a ameaça do comunismo.

[10] Lei de desapropriação, garantida pela Constituição de 1988, instituída pelo Plano Nacional de Reforma Agrária, sob o decreto de lei nº 3.365, de 21 de junho de 1941, reformulado pela Constituição, o qual assegura o direito da União à desapropriação de terras ditas particulares, consideradas improdutivas.

[11] Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) é uma autarquia do Governo Federal, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), criada a partir do decreto nº 1,110, de 09 de julho de 1970. Sua estrutura regimentar foi criada a partir do decreto nº 5.735, de 27 de março de 2006, com a redação alterada e atualizada pelo decreto nº 6.812, de 03 de abril de 2009.






[i] Professor, Especialista em Educação e Poeta.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Canto de paz

Um canto de paz
Que conquiste o mundo
Que revolucione o homem
Que justifique o sonho
Que ultrapasse as fronteiras
Que motive o amor
Que derrube as cercas...

Um canto de paz
Que propague a justiça
Que dignifique a vida
Que divulgue a beleza
Que ignore o preconceito
Que promova a natureza...

Um canto de paz
Que repudie a violência
Que aniquile o medo
Que incentive a benevolência
Que despreze a mentira
Que eleve a verdade...

Um canto de paz
Que anuncie a solidariedade
Que vença o mal
Que extravase a esperança
Que lembre o Natal...

Um canto de paz
Que transmita luz
Que transforme as nações
Que revele Jesus...



Poema de João Crispim Victorio.
Livro: Sobre Nós que falo...

Palavras de vida      (João Crispim Victorio) Vá cantador Vá cantar cantigas de amor Para esse povo sofredor Tu o poeta Camin...