sexta-feira, 20 de maio de 2016

A corda...

Atenção
Homens e mulheres
Heterossexuais, homossexuais, bissexuais...
Negros, brancos, amarelos...
Velhos, jovens e crianças...

Atenção
Homens e mulheres
Pobres, ricos, intermediários...
Velhos, jovens, crianças...
Todo povo brasileiro...

Acordem
Saiam da frente da televisão
Desliguem o ópio globo...
A corda está no pescoço
O algoz quer dá o golpe final...

Acordem
Libertem-se da letargia
Ergam o corpo, levantem a cabeça...
Venham para ruas
A luta continua...

João Crispim Victorio


Rio, 20 de maio de 2016.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Terra vermelha

Final de tarde
Ao longo do horizonte
O sol ainda brilha
Terra vermelha
Do sangue derramado
Por uma gente sofrida...

No alto do mastro
Centro do assentamento
A bandeira resiste
Movida pelo vento
Que hoje sopra forte
De maneira diferente...

Terra prometida
Conquista da organização
Da insistente luta
Reforma agrária dos céus
Sangue e suor
Leite e mel...

Abril sangrento
A terra está vazia...

Poema de João Crispim Victorio.
Extraído do livro: Sobre o Trabalho que Falo...
10 de maio de 2016.

domingo, 8 de maio de 2016

     Mãe

      (I)

Mãe querida
Menina que brincou ao luar
Que igual às outras teve sonhos
Sonhos simples de se imaginar...

A menina cresceu
A bela moça casou
Em seu ventre me concebeu
Depois me confortou...

Hoje agradeço o carinho
O beijo e o abraço
O sorriso mansinho
O sacrifício que passou...

Agradeço as estórias
As canções de fazer dormir
As broncas e as brincadeiras
O amor que me fez sentir...

     
       (II)

Mãe querida
Quantas vezes ficou sem passear
Sem se alimentar direito
Sem comprar um novo vestido...

Tudo fazia num único objetivo
O parco recurso economizar
Pois tinha uma orgulhosa alegria
Ver o filho de uniforme escolar...

Quanto orgulho tenho
O maior presente, o mais caro
O mais bonito não seria nada
Diante do amor a mim dedicado...

Talvez minhas lágrimas
Digam agora mais que as palavras
Tamanha é minha alegria
Por ter você, mãe querida...

      
        (III)

Quanta saudade do seu rosto
Do seu sorriso e da sua voz
Dos seus carinhos
Do seu colo a sóis...

Foi para outro plano
Minha limitação humana
Não permite compreender
Foi tão cedo, por quê?

Luiza já fala seu nome
Sabe seu endereço
Pena não poder dizer
Vem brincar comigo, vovó...


       (IV)

Tenho saudades
Vontade de lhe falar
No calor do seu colo descansar
Curtir seus carinhos, enfim...

Seu coração parou
Foi para longe do meu olhar
Guardo seu retrato em mim
Quanta falta me faz...

O tempo não foi justo com a gente
Sua vida passou rápido demais
Acredito ter sido insuficiente
Para sermos mais...


João Crispim Victorio - Homenagem as Mães 08/5/2016.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Em tramitação na Câmara e em alguns estados do país, Projetos de Lei colocam em risco as bases da educação escolar e criminalizam a prática docente.

Terça-feira, 3 de maio de 2016 - 13h47min

Ao menos três projetos de lei na Câmara dos Deputados e outros sete em quatro estados (SP, RJ, GO e RS) e no Distrito Federal buscam nova regulamentação da atuação dos professores dentro de sala de aula. As propostas são contra o que seus autores chamam de “doutrinação ou assédio ideológico” e buscam a “neutralidade” dos docentes diante de questões políticas, ideológicas e religiosas.

A maioria dos projetos apresentados pelos deputados faz coro aos ideais da “Associação Escola Sem Partido”, grupo liderado pelo advogado Miguel Nagib e que se apresenta como movimento de pais e estudantes. Uma de suas iniciativas é a divulgação de anteprojetos de lei estadual e municipal que buscam legislar sobre o que é ou não permitido ao professor debater dentro de sala de aula.
 
Recentemente a associação entrou com representação contra o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), por cobrar uma proposta de redação que respeite os direitos humanos. O grupo alega que “o participante poderá ser privado de um direito por expressar determinada opinião”. O Ministério Público Federal decidiu pelo arquivamento, justificando que as queixas não deveriam ser objeto de análise na procuradoria do Núcleo de Combate à Corrupção.


Professores e especialistas criticam mordaça.

Entidades de classe, professores e especialistas criticam a visão de educação defendida pelos autores de projetos de lei. Um dos efeitos temidos é que professores deixem de promover o debate, inclusive por receio de serem perseguidos e punidos.

O professor doutor Fernando de Araújo Penna, da Faculdade de Educação da UFF, diz que as iniciativas defendem o conceito de que a educação em si só deve ser oferecida pela família e pela religião.
 
“Eles querem professores que instruam. É uma limitação da escola como espaço de debate”, afirma Penna, citando que um dos livros de referência da associação defende que professor não é “educador”. “Essa concepção está ultrapassada há muito tempo, não é transmissão de conhecimento, é construção, é diálogo. (…) O Brasil vive uma caça às bruxas nas escolas”, diz Fernando.

Para Anna Helena Altenfelder, superintendente do Centro de Estudos e Pesquisas de Educação (Cenpec), o cenário é de preocupação com o movimento e, principalmente, os projetos inspirados em sua ideologia. “Vejo como uma ameaça à liberdade de expressão e as ideias podem significar um retrocesso em relação às garantias dos direitos constitucionais”.

A especialista lembra que os pais devem acompanhar a vida escolar dos filhos e têm direito de questionar os encaminhamentos caso discordem por meio de espaços próprios, como os conselhos escolares.
 
“Existe um pluralismo de ideias, não dá para pregar a hegemonia. Entender diferentes posições políticas faz parte do processo educativo. O silêncio sobre determinados temas também é um posicionamento”, diz Anna.
 
Ela não vê problemas em um professor se posicionar politicamente em sala de aula, desde que abra um debate, faças as ideias circularem e desenvolva o raciocínio dos alunos. “É benéfico para o processo de aprendizado, além disso a família deve acompanhar e discutir”, diz Anna.


PROJETOS DE LEI EM ANDAMENTO


Brasil – Câmara dos Deputados
PL 867/2015 – Izalci (PSDB/DF)
PL 7180/2014 – Erivelton Santana (PSC/BA)
PL 1411/2015 – Rogério Marinho (PSDB/RN)

Estados – Assembleias legislativas
Distrito Federal – PL 53/2015 e PL nº 1/2015
São Paulo – PL 1301/2015 e PL 960/2014
Rio de Janeiro – PL 823/2015
Goiás – PL 2861/14
Rio Grande do Sul – PL 190/2015




Mobilização


Setores da sociedade civil estão se mobilizando contra alguns destes projetos, em específico, os PLs 7180/2014 e 1411/2015, por meio de uma petição pública que pode ser assinada via internet.


 “As bases da educação escolar e os avanços acumulados nos últimos anos, tais como pluralidade cultural, ética e cidadania no currículo, seriam desconstruídas com a aprovação desses projetos e, por isso, eles receberam um parecer negativo em 2014 e, pelos mesmos motivos, devem ser rejeitados em 2015”, destaca o texto do abaixo-assinado.

Para assinar a petição, acesse.



Fonte: http://www.abong.org.br

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