sexta-feira, 21 de julho de 2017

A Reforma Trabalhista, o movimento sindical e a vaquinha chinesa.
João Crispim Victorio[i]

        Este texto tem por objetivo trazer para o debate político a trajetória do movimento sindical brasileiro desde suas origens, virada do século XIX para o XX, até sua organização atual. O contexto histórico em que se dá este processo é marcado por momentos, nada muito fácil de entender. Pois trata-se de complexos conflitos políticos, econômicos e sociais. É relevante para nossa discussão, iniciarmos com a chegada dos imigrantes estrangeiros, como forma de transição do trabalho escravo ao trabalho assalariado capitalista no Brasil. Desta forma, faremos um breve passeio por nossa história.
        A classe operária brasileira surge com o final da escravidão. Consequentemente dando início ao trabalho assalariado fabril. Esta classe operária nasce sob a influência das experiências dos trabalhadores qualificados europeus, no início do século XX, de pensamento anarquista, comunista e socialista. Estes trabalhadores passam a se reunir em associações de classe, que organizaram nas principais cidades brasileiras, nas quais futuramente culminam na primeira Confederação Operária Brasileira - COB.
      Tais associações, posteriormente passam a sindicatos, eram organizadas pelos trabalhadores que não tinham nenhum tipo de remuneração. Agiam de acordo com suas ideologias priorizando atividades no campo da educação e da cultura, buscando conscientizar os trabalhadores da luta por seus interesses específicos e também da luta para transformações sociais. Entendiam os sindicatos e as greves como formas associadas de lutas eleitorais e parlamentares, na perspectiva da transformação do Estado. Para tanto, realizavam campanhas para obtenção de fundos financeiros em solidariedade às lutas operárias em outros países, a operários em greve e a operários estrangeiros que eram expulsos do Brasil.
        Dentro deste contexto, o movimento sindical brasileiro, desde o nascimento, segue seu caminho de intensas lutas. Já, durante a República[1], na sua primeira fase chamada de República Velha, que nasceu de um golpe de estado sem a participação das classes menos favorecidas, diga-se de passagem, dos indígenas e dos negros escravos, abandonados à própria sorte depois da abolição. Indígenas e negros que eram, em quase sua totalidade, pessoas analfabetas, só sabiam trabalhar nas lavouras. Com o advento das fábricas e não havendo mão de obra qualificada no país para tocá-las, intensifica-se a imigração para resolver o problema. Nesta época os sindicatos têm duros enfrentamentos. Pois, as elites escravocratas transferiram a exploração, que no passado se dava nas lavouras, para o chão das fábricas.
          A partir da Era Vargas[2], o movimento sindical sofre um terrível golpe. Até então os sindicatos que agiam de maneira independente, passam a ser tutelados pelo Estado. Isso se dá com a criação do Ministério do Trabalho e da publicação da Lei da Sindicalização. Surge o corporativismo sindical, já que, os sindicatos passam a ser organizados por categoria profissional e não mais por ramo de atividade econômica. Desta forma tem início uma nova etapa na história do movimento operário brasileiro.
           As leis sociais e trabalhistas, bandeiras de lutas dos trabalhadores durante décadas, agora são promulgadas pelo governo Vargas. Neste período é criada a Consolidação das Leis do Trabalho – CLT[3], que vem garantir a tutela do Estado nas negociações entre empregados e empregadores. Nesta nova estrutura, um elemento fundamental foi o imposto sindical[4], definido como um dia por ano de salário obrigatoriamente pago por todo operário sindicalizado ou não. O imposto é recolhido pelo Ministério do Trabalho e distribuído aos sindicatos. Este dinheiro se transformou em meio de sobrevivência de muitos sindicatos que deixaram de lado a luta de classe e a luta por garantias salariais e estruturais da categoria que representam, tornando-se sindicatos pelegos.
          Não tenho dúvidas que a reforma trabalhista, proposta neste momento, foi a forma encontrada por uma elite empresarial brasileira, que continua escravagista, de adequar o trabalho aos interesses do mercado e do grande capital. Pois sabemos que o sistema capitalista e as grandes corporações multinacionais ao longo das duas últimas décadas vêm atravessando crises profundas e querem a qualquer preço se recuperarem. Isso significa dizer que alguém vai ter que pagar o pato, o problema é que quem paga é sempre o mais fraco da história, neste caso, a reforma sacrifica apenas um lado, o lado do trabalhador.
        Mas neste caso, consigo ver uma coisa boa. A reforma trabalhista traz o fim do imposto sindical. Será que isso não seria bom para o movimento sindical atual? Pois sabemos que muitos sindicatos não representam ninguém. Existem há anos alimentando um bando de parasitas encastelados em prédios luxuosos, justificando a exploração do operário por seu patrão. Será que o fim do imposto sindical não obrigará os acomodados a se mexerem? Será que não vai afastar os oportunistas que só veem no sindicato um meio de sobrevivência financeira? Acredite existem muitos.
      Este imposto sindical me faz lembrar uma antiga fábula chinesa que acredito ser bastante significativa para o atual momento político. A fábula fala de um velho monge e seu discípulo que costumavam fazer visitas as pessoas que moravam em vilarejos distantes da cidade. Numa dessas visitas, eles perceberam que anoitecia e ainda estavam muito distantes do vilarejo para onde iam. Então avistaram um sítio e lá pediram pousada para aquela noite.
         O sítio era muito simples. Viviam ali um casal humilde e seus três filhos, raquíticos. A pobreza do lugar era visível, mas mesmo assim, eles acolheram a dupla de viajantes. Curioso o monge indagou ao casal de como eles conseguiam sobreviver ali. O dono da casa respondeu que tinha uma vaquinha milagrosa que dava vários litros de leite todos os dias, uma parte ele vendia e a outra trocava na cidade, por alimentos ou coisas que necessitava.
        De manhã cedinho o monge e seu discípulo agradeceram a hospitalidade e foram embora. Assim que saíram do sítio, o mestre ordenou ao discípulo que pegasse a vaca e a atirasse num precipício. O jovem, surpreso, ficou chateado com a atitude desumana do seu mestre, relutou um pouco, mas limitou-se a cumprir a ordem.
         Alguns anos depois, o jovem discípulo, retornando a região, resolveu passar no sítio daquela família que lhes hospedara. Chegando lá ficou espantado ao observar que o local havia mudado radicalmente. O casal era o mesmo, mas estava feliz. As crianças cresceram, já eram adolescentes, estavam bonitas e bem nutridas. Tudo havia se transformado para melhor. O jovem discípulo ficou pasmo diante de tudo o que viu, graças a perda da vaquinha.
      Neste sentido, vejo o imposto sindical, além de como um câncer que causa uma relação de dependência entre os movimentos operários e o Estado, como uma vaquinha que já passava da hora de ser jogada do precipício. Ou seja, quem sabe não é hora de voltarmos às origens do movimento sindical, deixando de fora os vícios antidemocráticos e pouco éticos e passamos a fazer de fato um sindicalismo politizado, representativo, participativo e democrático.




Rio de Janeiro, 18 de Julho de 2017.




[1] A Proclamação da República do Brasil foi um levante político-militar que derrubou a monarquia pondo fim á soberania de D. Pedro II. Ocorreu em 15 de novembro de 1889. A República Velha, termo dado em oposição à República Nova, foi o período da história do Brasil que se estendeu de 1889, até a deposição de Washington Luis em 1930.

[2] Getúlio Vargas foi presidente do Brasil em dois períodos. O primeiro de 15 anos ininterruptos, de 1930 até 1945 e o segundo de 1951 a 1954.

[3] A Consolidação das Leis do Trabalho - CLT é uma lei referente ao direito do trabalhador e ao direito processual do trabalho. Foi criada através do Decreto – Lei nº 5 452, de 1º de maio de 1943 e sancionada pelo então presidente Getúlio Vargas durante o período do Estado Novo, unificando toda legislação trabalhista então existente no Brasil.

[4] A contribuição sindical ou imposto sindical é uma contribuição social, referente um dia/ano de salário, recolhido pelo Ministério do Trabalho e distribuído aos sindicatos que deve ser paga obrigatoriamente por todos os trabalhadores independentemente de serem ou não sindicalizados.

[i] Professor, Especialista em Educação e Poeta.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Matéria, origem e constituição.
João Crispim Victorio[i]


     A filosofia da natureza trata do conhecimento das primeiras causas e dos princípios do mundo material. É a precursora das ciências naturais, constituída nas áreas das ciências que visam estudar a natureza e suas leis mais gerais e fundamentais. Tais estudos concentram-se especificamente nos aspectos físicos e não no humano ou comportamental. Embora, não podemos ignorar que, em se tratando das para as ciências naturais, na sua forma abrangente, o ser humano é parte integrante da natureza e, por isso, sujeito as leis que regem todos os acontecimentos físicos, químicos e biológicos no universo.
     Nesse sentido, a filosofia da natureza, durante muito tempo, foi quem tratou de desenvolver e descrever os estudos dos fenômenos naturais, numa concepção empírica[1]. Pois, seu foco era os movimentos e as mudanças que ocorriam naturalmente, tal como a geração, o crescimento, a queda dos corpos e os movimentos circulares dos corpos celestes. Já o termo ciência só vai surgir no início da modernidade, durante a Revolução Científica[2]. O mesmo foi caracterizado pelo interesse na técnica e na ciência experimental, por meio da metodologia que garante o conhecimento e tem desdobramento prático para a sociedade e para a vida humana.
     Dentro de todo esse contexto, a matéria, desde os primórdios, vem sendo objeto de estudo do ser humano. Tales, por exemplo, acreditava que a água era a materia fundamental para a existência de todas as coisas; Heráclito acreditava que os corpos celestes eram feitos de fogo; Anaxímenes acreditava que a partir do ar se poderia criar fogo, água e terra; Empédocles identificou os elementos formadores de todas as coisas como fogo, ar, terra e água; Leucipo e Demócrito são considerados os pais dos átomos[3], as partículas fundamentais na formação da matéria; e Aristóteles, que passou adotar os quatro elementos de Empédocles, acrescentando o éter, como um quinto elemento. Tornando-se o primeiro a criar um conceito de matéria e forma com base filosófica sólida.
     A ciência moderna desenvolveu a Teoria do Big Bang para explicar o início de todo o universo. Sustenta a teoria que o universo surgiu a partir da grande explosão de uma partícula sólida, criada a partir da concentração de varias substâncias. Essa imensa partícula chega à exaustão e ao explodir espalha, em forma de poeira cósmica, as matérias já existentes e devido ao ambiente propício vai formando novas outras que vão se espalhando e ao mesmo tempo se reagrupando em novos corpos celestes. Segundo a teoria, esse processo continua acontecendo lentamente.
     Então, a matéria foi esfriando e os átomos foram se condensando formando os corpos celestes como as estrelas e os planetas. Dessa forma, sugere que a matéria está em tudo, sendo assim, a matéria ocupa um lugar no espaço, possui massa e, portanto, volume. Em termo geral a matéria pode ser constituída por uma ou várias substâncias que, por sua vez, são formadas devido às interações que ocorrem naturalmente entre os átomos.
     As substâncias formadoras da matéria podem ser consideradas como simples, constituídas por átomos de um mesmo elemento químico ou compostas, constituídas por dois ou mais átomos de diferentes elementos químicos. Os átomos quando interagem, de acordo com suas classificações periódicas de metais ou ametais, formam os compostos moleculares ou iônicos[4] que, também, interagem entre si, por meio das forças intermoleculares consolidando uma determinada substância. Ou seja, uma substância é formada por moléculas ou aglomerados iônicos que tem na sua essência os átomos iguais ou diferentes que interagiram entre si.
     Quando nos referimos aos elementos químicos é bom saber que estamos falando apenas de um pouco mais de uma centena deles e não podemos confundi-los com os átomos em si, pois, um elemento químico é formado por um conjunto muito grande de átomos iguais. E graças a enorme possibilidade de suas mais diversas ligações, que temos o universo do jeito que o conhecemos. Isso só é possível devido à dança dinâmica e perfeita do universo que leva tais átomos a buscar afinidade química e, por fim, a estabilidade eletrônica[5].
     Voltando a matéria, podemos dizer que não há um só significado científico que seja consenso para definir matéria e muitas das vezes o termo é usado de maneira incompatível. Na concepção de Aristóteles matéria é algo que está sendo formado, em contraste com a concepção moderna de matéria que sustenta estar ocupando lugar no espaço. Outra dificuldade, por exemplo, consiste em decidir quais formas de energia não são matéria e a física e a química concebem que há uma dualidade[6], a matéria tem propriedades ora de onda, ora de partícula.
     É importante notar, então, que a ciência está em constante evolução, várias teorias são construídas e outras caem por terra desde a Antiguidade, passando pela Idade Média, Moderna e a atual Contemporânea. A ciência e a tecnologia evoluem de forma concomitante com a sociedade. Mas nos últimos tempos, tem havido a necessidade de uma reflexão sobre a palavra evolução, no sentido da preservação da natureza, da espécie humana e de todos os seres vivos que habitam esse planeta tão negligenciado por todos nós.


                                                                   Rio de Janeiro, 29 de Junho de 2017. 


Referencias:

Marcos Braga, Andreia Guerra e José Claudio Reis. Breve história da ciência moderna. Vol. 1,2,3 e 4. Rio de Janeiro - RJ, Jorge Zahar, 2003.

A.R. ROSSETTI. Quimicamente Falando. 2ª Ed. Porto Alegre – RS, Editora Solidus, 2004.

Disponível em < www.cdcc.usp.br/exper/medio/quimica/1compostosg_1.pdf> acesso em 26/6/2017.


Disponível em < https://www.significados.com.br> acesso em 29/6/2017.


[1] Fato que se apoia em experiências vividas e não em teorias e métodos científicos.

[2] Período no qual mudanças históricas na forma de pensamento e de fé ocorreram na Europa, entre os anos de 1550 e 1700. Iníciou com Nicolau Copérnico, modelo heliocêntrico, e terminou com Issac Newton, Leis universais da natureza.

[3] Leucipo e seu discípulo Demócrito (séc. V a.C), desenvolveram a teoria atomista que defendia que todos os objetos conhecidos são, na verdade, diferentes arranjos de átomo. A palavra “átomo” vem do grego (a=não, tomo=divisão) e significa “algo que não pode ser dividido”, pois se acreditava que os átomos eram indivisíveis e a matéria era composta por essas minúsculas partículas elementares, de várias formas e tamanhos.

[4] Os compostos iônicos são formados por átomos dos elementos químicos metais e ametais, a força de atração elétrica mantém os cátions (metais) e os ânions (ametais) firmemente ligados uns aos outros. Já os compostos moleculares são formados por átomos dos elemento químicos ametais e possuem somente ligações covalentes entre esses átomos.

[5] A estabilidade eletrônica está baseada na “regra do octeto”. Regra que sugere a quantidade de 8 elétrons na camada de valência de um átomo para que o mesmo fique estável. Dessa forma, os átomos realizam ligações químicas, formando os compostos, ganhando, perdendo ou compartilhando os elétrons de suas camadas de valências.

[6] No começo do século 20, Albert Einstein, ao estudar o efeito fotoelétrico, exibiu um comportamento corpuscular da luz. Esses estudos previram e confirmaram a difração, efeito tipicamente ondulatório, dos elétrons. Na escala atômica, de repente tornou- se complexo explicar essa aparente dualidade partícula-onda da luz. Esta situação persistiu até o advento da mecânica quântica, que conseguiu unificar teoricamente o comportamento dual partícula-onda não só da luz, mas da matéria de uma forma geral.

[i] Professor, Especialista em Educação e Poeta.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Oswaldo Gonçalves Cruz nasceu em São Luiz de Paraitinga, São Paulo, no dia 5 de agosto de 1872. Filho de Bento Gonçalves Cruz, médico carioca e de Amélia Bulhões da Cruz. 
Iniciou a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1887 e em 1892 concluiu o curso.
 

Oswaldo Cruz foi médico sanitarista, bacteriologista e epidemiologista. Morreu de insuficiência renal, no dia 11 de fevereiro de 1917, em Petrópolis, Rio de Janeiro.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Cecília Meireles nasceu no Rio de Janeiro em 7 de novembro de 1901. Órfã de pai e mãe, aos três anos de idade é criada pela avó materna. Formou-se professora e exerce o magistério em escolas oficiais do Rio de Janeiro.




Cecília Meireles faleceu em 1964, foi poeta, professora, jornalista e pintora. Foi a primeira voz feminina de grande expressão na literatura brasileira.

sábado, 15 de julho de 2017

Paulo Freire, educador, pedagogo e filósofo brasileiro.
Um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial, influenciador o movimento chamado pedagogia crítica.













Gilberto Freyre, polímata brasileiro
Um dos mais importantes sociólogos do século XX. 




quinta-feira, 13 de julho de 2017

Made in Brazil 

Crianças de rua
Velhos desamparados
Mulheres nuas
Jovens prostitutas
Adultos desempregados...

Trabalho infantil
Trabalho escravo
Povo servil
Povo analfabeto
Povo alienado...

Impunidade
Corrupção
Fome
Enfermidade
Morte...

Poema de João Crispim Victorio.
Livro: Sobre o Rio que Falo...

domingo, 2 de julho de 2017


Homenagem pela passagem de Vera Lúcia Freitas
Nossa companheira, guerreira e amiga...

Vera, Presente!


Nossa hora

(João Crispim Victorio)

De repente
A morte chega
Vem como um raio
Um relâmpago ou um trovão...

Retira o sopro dado
Leva a alma embora
Deixa o corpo oco
Solto em qualquer chão...

De repente
A morte chega
Não importa se cedo ou tarde
Nós que ficamos a lamentamos...

Choramos
Sem entender bem
Mas no nosso inconsciente
Aguardamos essa hora, também...



Rio de Janeiro, 02 de julho de 2017.

terça-feira, 20 de junho de 2017

 
 Nanã Buruquê 
 
 

Nanã, divindade que tem sua origem simultânea à criação do mundo. Orixá que sintetiza morte, fecundidade e riqueza.

Nanã, significa “mãe”, a divindade suprema. É a mais antiga das divindades das águas. No candomblé é respeitada como mãe por todos os outros orixás.

Uma das características dos filhos de Nanã é a calma. São pessoas extremamente lentas no cumprimento das suas tarefas. São pessoas que agem com benevolência, dignidade e gentileza.

As pessoas de Nanã são teimosas, guardam rancor e demoram para tomar uma decisão. Porém agem com segurança, suas reações equilibradas as mantêm no caminho da sabedoria e da justiça.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Pai Nosso
(João Crispim Victorio)

Por meio dos Evangelhos,
um narrado por Mateus,
outro por Lucas,
Jesus nos ensina a falar com o Pai.
Nenhuma fórmula mágica,
mas um bonito exemplo.

O que Ele nos orienta
simplesmente não repetir suas palavras,
pois são apenas orientadoras.
Podemos nós, dessa forma,
criar nossa própria oração
e orar com palavras livres,
vindas do coração...

Até porque, segundo Jesus,
Deus sabe das nossas intenções,
mesmo antes de se proferir uma só palavra.
Não pense, então, que deve falar muito
ou gritar feito louco,
para ser ouvido...

Ao contrário,
quando orar, esteja sozinho.
Recolha-se a um ambiente discreto,
tome cuidado para não fazer alarde.
Em segredo o Pai vê tudo, de certo!
Por isso, o recompensará publicamente.
Assim sendo, comece...

Pai!
Que estais sempre junto a nós,
santo é o Seu nome,
venha a nós o Seu ideal de liberdade,
seja feita a Sua justiça na igualdade,
assim na Terra como em todo Universo.

O pão, nosso alimento diário,
daí-nos hoje, somente o necessário.
Perdoa as nossas dívidas,
assim como nós devemos perdoar aos nossos devedores,
não nos deixeis cair no comodismo, na solidão
e no diacho do consumismo.
Livrai-nos do egoísmo que só traz divisão.

Amém!

                                                              Rio de Janeiro, 15 de junho de 2017.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Pequeno jardim
(João Crispim Victorio) 

Temos um pequeno jardim
Pouco a pouco fomos desenvolvendo
Onde antes só havia pedras
Agora germinam sementes... 

Hibiscos vermelhos e amarelos
Abrigam ninhos de passarinhos
Icsórias resistentes e coloridas
Escondem formigas e grilos... 

Nosso pequeno jardim
Ocupa um canto da rua
Nas noites, quem imaginaria
Dalí podemos contemplar a lua... 

Construímos nosso jardim
Onde tudo era cimento
Pequeno se comparado ao Universo
Porém, grande de paz e sentimentos... 

 

Rio de Janeiro, 12 de junho de 2017
Urca 

Entre as montanhas
O mar se apresenta
Imenso e belo!  

Sobre suas águas serenas
Pequenos barcos navegam livres
Movimentos sincronizados
Sobre as ondas do mar... 

O sol no horizonte se esconde
Recolhe o brilho do dia
À tarde preguiçosa chega de mansinho
Igual ao vôo das gaivotas
Acabam de pousar...  

Suave brisa marinha...  

Lenta e um pouco tímida
Surge a eterna companheira
Noites de boemia! 

Lua de raios prateados
Num céu se compondo de estrelas
Abre vários caminhos
Sobre as águas do mar... 

Amantes se aconchegam
Vidas divididas
Amores escondidos
Paixões perdidas
Gente com medo de amar...  

Quanta saudade
Da sua voz
Do seu cheiro  

Estou só...
 

Poema de João Crispim Victorio.
Livro: Sobre o Rio que Falo...
Um país que não tem dignidade não sente indignação


por Aldo Fornazierihttp://adrank.com.br/www/delivery/lg.php?bannerid=1230&campaignid=716&zoneid=128&loc=1&referer=http%3A%2F%2Fjornalggn.com.br%2Fnoticia%2Fum-pais-que-nao-tem-dignidade-nao-sente-indignacao-por-aldo-fornazieri&cb=df06ab7d84

O presidente da República foi flagrado cometendo uma série de crimes e as provas foram transmitidas para todo o país. Com exceção de um protesto aqui, outro ali, a vida seguiu em sua trágica normalidade. Em muitos outros países o presidente teria que renunciar imediatamente e, quiçá, estaria preso. Se resistisse, os palácios estariam cercados por milhares de pessoas e milhões se colocariam nas ruas até a saída de tal criminoso, pois as instituições políticas são sagradas, por expressarem a dignidade e a moralidade nacional.

Aqui não. No Brasil tudo é possível. Grupos criminosos podem usar das instituições do poder ao seu bel prazer. Afinal de contas, no Brasil nunca tivemos república. Até mesmo a oposição, que ontem foi apeada do governo, dá de ombros e muitos chegam a suspeitar que a denúncia contra Temer é um golpe dentro do golpe. Que existem vários interesses em jogo na denúncia, qualquer pessoa razoavelmente informada sabe. Mas daí adotar posturas passivas em face da existência de uma quadrilha no comando do país significa pouco se importar com os destinos do Brasil e de seu povo, priorizando mais o cálculo político de partidos e grupos particulares.

O Brasil tem uma unidade política e territorial, mas não tem alma, não tem caráter, não tem dignidade e não tem um povo. Somos uma soma de partes desconexas. A unidade política e territorial foi alcançada às custas da violência dos poderosos, dos colonizadores, dos bandeirantes, dos escravocratas do Império, dos coronéis da Primeira República, dos industriais que amalgamaram as paredes de suas empresas com o suor e o sangue dos trabalhadores, com a miséria e a degradação servil dos lavradores pobres.

Índios foram massacrados; escravos foram mortos e açoitados; a dissidência foi dizimada; as lutas sociais foram tratadas com baionetas, cassetetes e balas. A nossa alma, a alma brasileira, foi ganhando duas texturas: submissão e indiferença. Não temos valores, não temos vínculos societários, não temos costumes que amalgamam o nosso caráter e somos o povo, dentre todas as Américas, que tem o menor índice de confiabilidade interpessoal, como mostram várias pesquisas.

Na trágica normalidade da nossa história não nos revoltamos contra o nosso dominador colonial. Ele nos concedeu a Independência como obra de sua graça. Não fizemos uma guerra civil contra os escravocratas e não fizemos uma revolução republicana. A dor e os cadáveres foram se amontoando ao longo dos tempos e o verde de nossas florestas foi se tingindo com sangue dos mais fracos, dos deserdados. Hoje mesmo, não nos indignamos com as 60 mil mortes violentas anuais ou com as 50 mil vítimas fatais no trânsito e os mais de 200 mil feridos graves. Não nos importamos com as mortes dos jovens pobres e negros das periferias e com a assustadora violência contra as mulheres. Tudo é normal, tragicamente normal.

Quando nós, os debaixo, chegamos ao poder, sentamos à mesa dos nossos inimigos, brindamos, comemoramos e libamos com eles e, no nosso deslumbramento, acreditamos que estamos definitivamente aceitos na Casa Grande dos palácios. Só nos damos conta do nosso vergonhoso engano no dia em que os nossos inimigos nos apunhalam pelas constas e nos jogam dos palácios.

Nunca fomos uma democracia racial e, no fundo, nunca fomos democracia nenhuma, pois sempre nos faltou o critério irredutível da igualdade e da sociedade justa para que pudéssemos ostentar o título de democracia. Nos contentamos com os surtos de crescimento econômico e com as migalhas das parcas reduções das desigualdades e estufamos o peito para dizer que alcançamos a redenção ou que estamos no caminho dela. No governo, entregamos bilhões de reais aos campeões nacionais sem perceber que são velhacos, que embolsam o dinheiro e que são os primeiros a dar as costas ao Brasil e ao seu povo.

No Brasil, a mobilidade social é exígua, as estratificações sociais são abissais e não somos capazes de transformar essas diferenças em lutas radicais, em insurreições, em revoltas. Preferimos sentar à mesa dos nossos inimigos e negociar com eles, de forma subalterna. Aceitamos os pactos dos privilégios dos de cima e, em nome da tese imoral de que os fins justificam os meios, nos corrompemos como todos e aceitamos o assalto sistemático do capital aos recursos públicos, aos orçamentos, aos fundos públicos, aos recursos subsidiados e, ainda, aliviamos os ricos e penalizamos os pobres em termos tributários.

Quando percebemos os nossos enganos, nos indignamos mais com palavras jogadas ao vento do que com atitudes e lutas. Boa parte das nossas lutas não passam de piqueniques cívicos nas avenidas das grandes cidades. E, em nome de tudo isto, das auto-justificativas para os nossos enganos, sentimos um alívio na consciência, rejeitamos os sentimentos de culpa, mas não somos capazes de perceber que não temos alma, não temos caráter, não temos moral e não temos coragem.

Da mesma forma que aceitamos as chacinas, os massacres nos presídios, a violência policial nos morros e nas favelas, aceitamos passivamente a destruição da educação, da saúde, da ciência e da pesquisa. Aceitamos que o povo seja uma massa ignara e sem cultura, sem civilidade e sem civilização. Continuamos sendo um povo abastardado, somos filhos de negras e índias engravidadas pela violência dos invasores, das elites, do capital, das classes políticas que fracassaram em conduzir este país a um patamar de dignidade para seu povo.

Aceitamos a destruição das nossas florestas e da nossa biodiversidade, o envenenamento das nossas águas e das nossas terras porque temos a mesma alma dominada pela cobiça de nos sentirmos bem quando estamos sentados à mesa dos senhores e porque queremos alcançar o fruto sem plantar a árvore. Se algum lampejo de consciência, de alma ou de caráter nacional existe, isto é coisa restrita à vida intelectual, não do povo. O povo não tem nenhuma referência significativa em nossa história, em algum herói brasileiro, em algum pai-fundador, em alguma proclamação de independência ou república, em algum texto constitucional em algum líder exemplar.

Somos governados pela submissão e pela indiferença. Não somos capazes de olhar à nossa volta e de perceber as nossas tragédias. Nos condoemos com as tragédias do além-mar, mas não com as nossas. Não temos a dignidade dos sentimentos humanos da solidariedade, da piedade, da compaixão. Não somos capazes de nos indignar e não seremos capazes de gerar revoltas, insurreições, mesmo que pacíficas. Mesmo que pacíficas, mas com força suficiente para mudar os rumos do nosso país. Se não nos indignarmos e não gerarmos atitudes fortes, não teremos uma comunidade de destino, não teremos uma alma com um povo, não geraremos um futuro digno e a história nos verá como gerações de incapazes, de indiferentes e de pessoas que não se preocuparam em imprimir um conteúdo significativo na sua passagem pela vida na Terra.
 

Aldo Fornazieri - Professor da Escola de Sociologia e Política

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Átomos, a essência de tudo.
João Crispim Victorio
[i]


          Desde os primórdios que o ser humano vem fazendo perguntas sobre a origem do Universo e da própria vida. A curiosidade, que nos é natural, nos move a explorar o ambiente em que vivemos, com isso, vamos adquirindo e acumulando conhecimentos que vão passando de geração a geração, ao longo dos tempos. É por meio da observação, da análise, da realização de experiências e da formulação de teorias científicas
[1] que sistematizamos todos os conhecimentos para saber o porquê das coisas acontecerem.
          Nesse sentido, a Teoria do Big Bang[2], atualmente, é usada para explicar o início de tudo. Teoria, esta, que sustenta a ideia de que o Universo surgiu a partir da grande explosão de uma única partícula maciça causando um cataclismo cósmico, a mais ou menos vinte bilhões de anos atrás. O Universo extremamente quente e denso foi se expandindo rapidamente e com o passar do tempo, a matéria foi esfriando e os átomos foram se condensando formando os corpos celestes como as estrelas e os planetas, entre estes a Terra, formada há aproximadamente 4,6 bilhões de anos. Esta teoria afirma que o Universo continua se expandindo de maneira lenta e é infinito.
          A mesma sorte de explicação não temos, até hoje pelo menos, para explicar a origem da vida na Terra. Pois existem várias teorias que se dividem entre religiosas (Criacionismo) e científicas (Evolucionismo). As hipóteses desenvolvidas nas teorias de cunho religioso sugerem que a vida foi criada a partir da intervenção divina e as hipóteses desenvolvidas nas teorias científicas sugerem que a vida vem evoluindo ao longo do tempo. Entre as teorias temos a que se ocupa em explicar a origem da vida a partir de outros planetas (Cosmogênese). Teoria que contém princípios religiosos e científicos.
           Entre as teorias científicas tivemos a que sugeriu que a vida se deu por geração espontânea (Abiogênese), teoria essa que perdurou de Aristóteles até meados do século XIX, quando foi derrubada definitivamente pelo francês Louis Pasteur[3]. Outra teoria sustenta que todos os seres vivos provem de outros seres vivos preexistentes da mesma espécie (Biogênese). No entanto, apesar de sabermos que um ser vivo surge a partir de outro ser vivo da mesma espécie, a biogênese não explica o surgimento do primeiro ser vivo na Terra.
          Para explicar o surgimento do primeiro ser vivo na Terra, temos a teoria da evolução química, a mais aceita pela categoria científica, atualmente. Esta teoria formulou a hipótese de que a vida surgiu a partir das reações químicas que deram origem a moléculas simples que, aliado às condições ambientais peculiares, resultou na formação de moléculas mais complexas até o surgimento de estruturas dotadas de metabolismo e capazes de se reproduzir, dando origem aos primeiros seres vivos. Então, se a vida tem por base as reações químicas que só é possível em condições ambientais propícias, precisamos refletir sobre nossas atitudes de interferências no ambiente, se quisermos manter a sobrevivência das espécies.
          Mas vamos retomar a criação do Universo. A grande explosão que ocorreu, devido à concentração das várias substâncias químicas simples, que fez com que houvesse luz e, também, se formassem todos os corpos celestes que conhecemos hoje. Imaginemos nuvens densas transportando poeira cósmica e toda sorte de substâncias químicas, formadoras da matéria, por um espaço, até então vazio e muito quente. Dessa maneira podemos dizer, então, que o Universo se formou e se apresenta, ainda hoje, através da matéria e da energia. Ou seja, matéria é tudo aquilo que tem existência física, mesmo no caso dos gases, que não podemos ver, mas os mesmos possuem massa e volume. Por isso, a matéria pode se apresentar na forma sólida, líquida e gasosa.
          Sendo assim, podemos concluir que a matéria é formada por um conjunto de substâncias simples ou por um conjunto de substâncias compostas e que, por sua vez, as substâncias, tanto as simples quanto as compostas, são constituídas de moléculas ou aglomerados iônicos, dependendo de como os átomos interagem entre si. O comportamento interacional entre os átomos é o que vai definir o estado físico de uma determinada matéria. Dessa forma podemos dizer que a essência da matéria é o átomo.
          Os filósofos Grécia antiga (pré-socráticos) já se ocupavam com a origem do Universo e para eles a natureza (physis) passava por constantes mudanças, mas o universo encontrava equilíbrio mesmo nas alterações. É com Tales de Mileto (384-322 a.C.), que surge a preocupação com o comportamento da matéria. Mas a ideia de átomo é sugerida pelos filósofos gregos Leucipo (500 a C.) e Demócrito (460 a C.). Eles acreditavam que toda matéria possuía uma parte muito pequena e indivisível como base de sua formação. Somente 23 séculos depois, em 1808 é que o cientista inglês John Dalton, devido ao avanço da ciência, viu a necessidade de melhor explicar a essência da matéria e retomou as ideias de dos atomistas gregos.
          Em 1897, o físico inglês Joseph John Thomson propôs um modelo atômico conhecido como "pudim de passas", onde existiam simultaneamente dois tipos de cargas, as positivas e as negativas. Mais tarde com a descoberta da radioatividade, foi definido que as partículas de carga positiva se concentravam em um núcleo central do átomo e as partículas de carga negativa, circundavam esse núcleo. Porém, alguns pesquisadores identificaram uma falha, pois as cargas de mesmo sinal se repelem e o núcleo possuindo apenas cargas positivas, não se manteria. Para explicar esse fato, foi proposto a existência de partículas entre os prótons que eliminariam a repulsão entre os mesmos. Em 1932, James Chadwick descobriu no núcleo a existência de partículas sem carga, os nêutrons.
          Ernest Rutherford, em 1911, propôs um modelo muito parecido com o sistema solar, o núcleo seria o sol e os planetas, os elétrons. Em 1913, Niels Bohr ampliou o modelo atômico de Rutherford propondo que os elétrons giravam ao redor do núcleo em níveis eletrônicos. E em 1916, o físico alemão Arnoud Sommerfeld dá uma importante contribuição para a evolução do modelo atômico. Inclui no modelo de Niels Bohr, os orbitais elípticos e a relatividade restrita. Dividiu os níveis em subníveis, ou seja, os elétrons estão na eletrosfera em camadas que estariam subdivididas em regiões menores denominadas subníveis de energia, eliminando, assim, a decadência do elétron. Acrescentou mais dois números quânticos, além de estabelecer que os orbitais não tinham que se estabelecer num mesmo plano.
          Então, podemos definir o modelo atômico atual da seguinte forma: núcleo, composto pelas subpartículas prótons (positivas) e nêutrons (sem carga elétrica) e eletrosfera, região que fica ao redor do núcleo formada por níveis e subníveis de energia com seus orbitais específicos, onde provavelmente estão as subpartículas elétrons (negativas). As partículas prótons e elétrons possuem carga elétrica de mesma intensidade, porém de sinais opostos, esse fato sugere um equilíbrio elétrico entre estas partículas tornando o modelo atômico naturalmente neutro. Mas o número de elétrons de um átomo pode variar, já que, na dinâmica da interação entre os átomos para formar as substâncias, os átomos podem perder ou ganhar um ou mais elétrons de suas eletrosferas se transformando em um íons[4].
          Normalmente em um átomo, o número de prótons e nêutrons é invariável. Sendo assim, o número de prótons caracteriza um elemento químico, ou seja, o identifica determinando seu grupo. Ao contrário, os elétrons são variáveis, na medida em que um ou mais elétron pode deixar seu átomo de origem. Esse fato ocorre, particularmente, quando um átomo interage com outro para formar uma nova substância.
          Como podemos perceber todo o Universo é formado por matéria e na sua essência estão os átomos. Esses por sua vez interagem perdendo, ganhando e ou compartilhando seus elétrons, conforme a necessidade de estabilização eletrônica[5]. Sendo assim, a matéria é mutável, isto é, sofre transformações e tais transformações podem alterar ou não sua natureza. Toda e qualquer transformação da matéria é denominada de fenômeno e quando se trata de fenômeno químico, provoca modificação da matéria, alterando sua composição, e quando não, é denominado de fenômeno físico.
          O Universo é dinâmico e está sempre em busca do equilíbrio. Não encontramos átomos isolados na natureza, eles estão ligados uns aos outros por afinidade química e em busca da estabilidade eletrônica. Isso só é possível graças a energia e sua capacidade de causar a mudança ou fazer o trabalho. Todas as substâncias que formam os materiais que encontramos no nosso planeta formam também todos os seres vivos, seja ele uma planta, um animal ou um ser humano. Seres vivos que precisam do calor e a luz do sol, de energia para que seu organismo funcione, pois todas as formas de energia são necessárias à vida.



                                                                                       Rio de Janeiro, 02 de junho de 2017.
 

[1] Teoria científica é o conjunto de conhecimentos que procura explicar, com alto grau de exatidão, fenômenos abrangentes da natureza.

[2] Teoria criada em 1931, afirma a formação Universo a partir de um ponto extremamente denso e que, ao explodir, a 13.7 bilhões de anos atrás, criou o cosmos em expansão.

[3] Cientista francês que fez descobertas que tiveram uma grande importância tanto na área de química quanto na de medicina. Foi o criador da técnica conhecida hoje como pasteurização.

[4] Íons são átomos que perderam ou ganharam elétrons em razão de reações, eles se classificam em ânions e cátions. Ânion é o átomo que recebe elétrons e fica carregado negativamente e cátion é o átomo que perde elétrons e fica carregado positivamente.

[5] Estabilidade química é a necessidade que os átomos têm em obter oito elétrons ou dois, caso particular do hidrogênio, na camada de valência. Esta teoria tem como base a interação entre os átomos que podem perder, ganhar ou compartilhar elétrons a fim de atingir a estabilidade eletrônica dos gases nobres. Cujos átomos são naturalmente estáveis.
 
 
Referencias:

Marcos Braga, Andreia Guerra e José Claudio Reis. Breve história da ciência moderna. Vol. 1,2,3 e 4. Rio de Janeiro - RJ, Jorge Zahar, 2003.

Disponível em < http://www.sobiologia.com.br/> acesso em 29/5/2017.

Disponível em < http://dqfnet.ufpe.br/QGeral1/> acesso em 29/5/2017.

Disponível em < https://docente.ifrn.edu.br/denilsonmaia/evolucao-dos-modelos-atomicos/> acesso em 29/5/2017.


[i] Professor, Especialista em Educação e Poeta.



sexta-feira, 26 de maio de 2017

Súplica carioca

São, São Sebastião
São Sebastião do Rio de Janeiro

São Sebastião nos diga
Existe solução?

São muitas as crianças caídas
Vítimas das “balas” perdidas

São meninas e meninos
Pobres e negros em sua maioria

São os moradores das favelas
Os abandonados das periferias...

São, São Sebastião
São Sebastião do Rio de Janeiro

São Sebastião nos diga
Existe solução?

São muitos os egoístas
Pessoas presas à cobiça

São gente movida pela ganância
Donos do capital e da política

São causadores de miséria
Frias em demasia...

São, São Sebastião
São Sebastião do Rio de Janeiro

São Sebastião nos mostre
Toda e qualquer solução...


João Crispim Victorio
Rio de Janeiro, 26 de maio de 2017.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Extraído da Terra

Índio
Latim científico índium

Língua Portuguesa
Substantivo masculino

indivíduo nativo das Américas
Sinônimo de selvagem...

Índio
Elemento químico
Universal símbolo In
Número atômico
Massa atômica
Propriedade específica...

Nativo
Povo originário
Rotulado Índio
Extraído da Terra
Gigante sem fronteira
Igual a todos, cósmica poeira...







Ypê

Belchior


Contemplo o rio, que corre parado
E a dançarina de pedra que evolui
Completamente sem metas, sentado
Não tenho sido e eu sou não serei nem fui


A mente quer ser, mas querendo erra
Pois só sem desejos é que se vive o agora


Vede o pé de ypê, apenasmente flora
Revolucionariamente
Apenso ao pé da serra


Contemplo o rio, que corre parado
E a dançarina de pedra que evolui
Completamente sem metas, sentado
Não tenho sido, eu sou não serei nem fui


A gente quer ter, mas querendo era
Pois só sem desejos é que se vive o agora


Vede o pé de ypê, apenasmente flora
Revolucionariamente
Apenso ao pé da serra


Vede o pé de ypê, apenasmente flora
Revolucionariamente
Apenso ao pé da serra

A Reforma Trabalhista, o movimento sindical e a vaquinha chinesa. João Crispim Victorio [i]         Este texto tem por objetivo traze...