quarta-feira, 15 de novembro de 2017

25 de outubro:

Celebração cristã dos irmãos gêmeos Crispim e Crispiniano
padroeiros dos sapateiros.

Peço Licença aos Irmãos Crispim e Crispiniano e a Todos os Filhos de Fé!!! 

Gloria seja sempre dada aos grandes mártires da fé, que através dos séculos nos deram sempre exemplo de santidade e espiritualidade. Concedei-nos, Deus onipotente, sermos também nós agraciados com o dom da visão sobrenatural de Deus.

São Crispim e São Cipriano, rogai por nós.






Histórico de São Crispim e Crispiniano 

Crispim e Crispiniano eram irmãos de origem romana. Cresceram juntos e converteram-se ao cristianismo na adolescência. Eram muito populares, caridosos, e pregavam com ardor a fé que abraçaram.
Os irmãos eram sapateiros e acompanhavam São Quintino em sua viagem a França, tirando o seu sustento fazendo sapatos. A tradição diz que eles eram estudiosos da doutrina cristã e eram muito bons pregadores.
Quando alcançaram o território francês, os dois irmãos estabeleceram-se na cidade de Soissons. Lá, seguiram uma rotina de dupla jornada, isto é, de dia eram missionários e à noite, em vez de dormir, trabalhavam numa oficina de calçados para sustentar-se e continuar fazendo caridade aos pobres.
Quando a cruel perseguição imposta por Roma chegou a Soissons, era época do imperador Diocleciano e a Gália estava sob o governo de Rictiovarus. Quando foram presos e levados presença de Rictiovarus, que detestava os cristãos; Crispim e Crispiniano deixaram Rictiovarus tão nervoso com sua argumentação sólida e perfeita sobre Jesus, que Rictiovarus cometeu suicídio.
Os dois irmãos foram acusados e presos. Seus carrascos os torturaram até o limite, exigindo que abandonassem publicamente a fé cristã. Como não o fizeram, foram friamente degolados, ganhando a coroa do martírio.
O co-imperador Maximiano (286-305) furioso ordenou a sua morte imediata por decapitação em 286 DC.
As tradições seculares contam que, durante a fuga, na noite de Natal, os irmãos Crispim e Crispiniano batiam nas portas buscando refúgio, mas ninguém os atendia. Finalmente, foram abrigados por uma pobre viúva que vivia com um filho. Agradecidos a Deus, quiseram recompensá-la fazendo um novo par de sapatos para o rapazinho.
Trabalharam rápido e deixaram o presente perto da lareira. Mas antes de partir, enquanto todos ainda dormiam, Crispim e Crispiniano rezaram pedindo amparo da Providência Divina para aquela viúva e o filho. Ao amanhecer, viram que os dois tinham desaparecido e encontraram o par de sapatos cheio de moedas.
Eles são os padroeiros dos fabricantes de sapatos e dos sapateiros e foram muito populares na Idade Média. Na tradição da Igreja inglesa é dito que eles viveram por algum tempo em Faversham, Kent, Inglaterra.
As relíquias dos corpos desses dois nobres romanos mártires estavam sepultadas na belíssima igreja de Soissons, construída no século VI. Depois, parte delas foi transportada para Roma, onde foram guardadas na igreja de São Lourenço da via Panisperna.
Celebram-se os santos Crispim e Crispiniano como padroeiros dos sapateiros no dia 25 de outubro. Essa profissão, uma das mais antigas da humanidade, era muito discriminada, por estar sempre associada ao trabalho dos curtidores e carniceiros. Mas o cristianismo mudou a visão e ela foi resgatada graças ao surgimento dos dois santos sapateiros, chamados de mártires franceses.
Na arte litúrgica, eles são mostrados segurando sapatos ou ferramentas de sapateiro.
Nas festas de São Cosme, Damião e Doum, a duração costuma ser durante todo um mês, iniciando a 27 de setembro (Cosme e Damião) e terminando a 25 de outubro (Crispim e Crispiniano), devido a ligação espiritual que há entre Crispim e Crispiniano com os Santos gêmeos, pela sincretização que houve destes santos católicos com as crianças na umbanda, e com os ibejis, ou erês (nome dado pelos nagôs aos santos-meninos que têm as mesmas missões).

Hino a São Crispim e São Crispiniano

Dois exemplos da Santa Humildade,
Que renega o fastígio do mundo,
Trocam fausto, riquezas, vaidade
Pelo amor do trabalho fecundo.

São Crispim, nosso provido guia!
Crispiniano, da cruz mártir santo!
Consegui que possamos, um dia,
Repetir lá no Céu este canto!
A oficina dos santos obreiros
É, então, um sacrário de luz,
Onde todos acorrem ligeiros
Ao chamado da voz de Jesus.

Mas dos ímpios o féro delírio,
Aos clarões da verdade singela,
Os dois santos conduz ao martirio,
Que milagres de Fé mais revela.
Coroados, por fim, com as palmas,
Que aos justos reserva o altar,
Jubilosas estão nossas almas
Seus louvores e glória a cantar.


Oração a São Crispim e Crispiniano

Oh! Deus, que com tão inefável bondade inspirastes a vossos fiéis servos Crispim e Crispiniano a renúncia dos bens terrenos e o amor das espirituais delícias, o horror das mundanas vaidades e os encantos da eterna bem-aventurança, o desprezo das galas transitórias e gosto dos trabalhos humildes, concedei-nos, pela intercessão destes ilustres Mártires a graça da verdadeira sabedoria, desprezando tudo o que é efêmero e caduco para amarmos somente o que é salutar e eterna. E vós inclitos Patronos, que tão heroicamente empenhastes a vossa vida para atear na terra o amor de Jesus, intercedei por nós, para que seguindo o vosso exemplo possamos honrar sempre o nome cristão.


Por Jesus Cristo Senhor Nosso. Assim seja.



http://www.genuinaumbanda.com.br





sexta-feira, 10 de novembro de 2017

           Moço

            I

Tenho mais idade do que devia
Claro, não sou nenhum menino!
Vivi tantas coisas intensas
Transitei por muitos lugares
Cidades com grandes ruas
Becos estreitos de favelas
Enquanto você ficava em casa
Jogando videogame ou assistindo tv...

Vendi picolé na estação de trem
Com os hippies aprendi artesanato
A me virar nas areias das belas praias
Rio de muita gente, das várias raças
Da zona sul à costa verde
Só conhece quem viaja...

Sempre dei um jeito de frequentar a sala de aula
Cresci de forma contrária à sua
Entre os ignorantes amontoados da periferia
Curtindo churrasquinho de rua
Sobrevivi sem perder a ternura
Subi ao céu e desci ao inferno
Como muita gente boa!
Só não fiz a opção certada – Acredito!
Por isso, estou vivo agora...

                  II

Tenho mais idade do que devia
No conceito dessa sociedade mesquinha
Completei meus estudos no horário noturno
Trabalhando e estudando fiz o tempo acontecer
Não desisti, apesar das dificuldades que sofri
Com tudo só defendi meu querer...

Conheci muitas mulheres
Algumas da minha vida fizeram parte
No caminho encontrei gente interessante
Poucas, hoje, chamo amigas!
Mas me decepcionei bastante...

Desde muito moço frequento a Lapa
Vi a malandragem na noite
O trabalhador sem gravata de dia
Sozinho lamentando a vida
Igual ao sujeito que vive na boemia...

Mesmo ficando longe de onde morava
Frequentei teatros e casas noturnas
Grandes praças com chafariz
Projetos culturais em locais públicos
Espetáculos que mereciam bis...

Passei a me interessar por Poesia
Política e Filosofia são minhas guias
Buscava assim amadurecer minha Ideologia
Viajei a outros Estados da federação
Atravessei o atlântico de avião
Cheguei ao velho mundo
Ao centro dos acontecimentos
O coração!

                 III

Tenho mais idade do que devia
É o que percebo quando penso seguir em frente
A Universidade também exclui por idade
As vagas, na verdade, já estão preenchidas
A vida acadêmica é cara para a maioria da gente
Um círculo vicioso que aos poucos chega ao final
Pobre burguês que quer tudo para si
Não entende da Terra o sinal...

Há vinte anos no mesmo emprego
Sou um profissional bem-sucedido
Porém, sem dinheiro!
Cumpro com meus deveres
Cobro com veemência meus direitos
Priorizo o trabalhador organizado
Sou presente no Sindicato
Aceito os novos desafios...

Tenho mais idade do que devia
É o que vejo no olhar de muita gente
Aquelas não assumidas!
Reparam as minhas roupas desbotadas
O meu tênis já descorado
As minhas sandálias já surradas
O contraste com meus cabelos grisalhos
Reparam o meu modo de ser
O meu jeito de falar
O contraste com meu rosto já cansado...

Imagino o que dizem
Esta gente fria, claro!
Ao me ver nas ruas de mãos dadas
Ao me ver no banco da praça
Beijar, apaixonado, minha namorada
Quanta hipocrisia!

Poema de João Crispim Victorio.
Livro: Sobre o Trabalho que Falo...

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Perspectivas

Sobre a cabeça nuvens cinzentas
Fim de mais um dia
Corpo prostrado
Cansado do trabalho
Imobilidade total...

Urubus voam ao redor
Fúnebre ritual...

O tímido sol recolhe-se de vez
Facilita a chuva
O corpo ainda quente
Sente o frio vento
Perene invadindo a alma...

Quadro sombrio
Pensamentos desarticulados...

Sem encontrar respostas
Fogem todas as perspectivas
Uma vida sem objetivos
É um rio que não chega ao mar
Perde todo o sentido...

Aos poucos morre
Deixando um vazio...


Poema de João Crispim Victorio.
Livro: Sobre o Trabalho que Falo...

domingo, 22 de outubro de 2017

Reflexões...

Um indivíduo
Usa um outro indivíduo
Que se deixa usar
Porque usa o outro também...

Neste jogo de cinismo
Mau-caratismo e hipocrisia
Tais indivíduos egoístas
Tornam-se escravos da vaidade...

Alucinados por vis metais
Substituem valores fundamentais
Falo de moral e de ética
Tão necessários à pessoa...

Uma pessoa
Precisa da verdade
A mentira é coisa do diabo
Divisões já temos demais...

Caso esqueçamos da partilha
A vida fica sem sentido
Quem perde com tudo isso?
O coletivo...

Rio de Janeiro, 22 de outubro de 2017



João Crispim Victorio é professor e poeta.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Lixão

Lixo da cidade
Depósito de sobrevivência dos miseráveis
Fruto podre da desigualdade...

Lixo e mais lixo
Lucro de poucos abastados
Supérfluo de muitas vaidades...

Lixo orgânico
Lixo inorgânico
Lixo social
Lixo paradoxal
Lixo humano

São homens, mulheres e crianças
Urubus, ratos e doenças
Entre o lixo de nossa cumplicidade...


Poema de João Crispim Victorio.
Livro: Sobre o Rio que Falo...

domingo, 15 de outubro de 2017

Encontro dos Poetas de Campo Grande e Região
Bela Tarde de 14 de Outubro de 2017
Café Estação

Falar de Amor
João Crispim Victorio

Falar de amor
a si mesmo
ao próximo

Amor platônico
Real...

Falar de amor
Traz esperanças
dignidade

Amor é vida
Humana...









Teremos mais no dia 25 de novembro de 2017
A partir das 17 h No Café Estação...














sábado, 7 de outubro de 2017

Lançamento do Livro Sobre Nós que Falo...
Rio de Janeiro, Campo Grande, 06 de outubro de 2017
     
Nem só de pão
Nem só de trabalho
Nem só de religião
Nem só de amor
Nem só de ópio
Nem só de dor
Vivem as pessoas...













Nem só de bondade
Nem só de atenção
Nem só de maldade
Nem só de saudosismo
Nem só de preconceito
Nem só de moralismo
Vivem as pessoas...














Nem só de ideologia
Nem só de alienação
Nem só de orgia
Vivem as pessoas...









Tudo é possível
Mas nem tudo é elucidário
Tudo é permitido
Mas nem tudo necessário...

 

  
  
   

  
  
  




Convenção
João Crispim Victorio

Nem só de pão
Nem só de trabalho
Nem só de religião
Nem só de amor
Nem só de ópio
Nem só de dor
Vivem as pessoas...

Nem só de bondade
Nem só de atenção
Nem só de maldade
Nem só de saudosismo
Nem só de preconceito
Nem só de moralismo
Vivem as pessoas...

Nem só de ideologia
Nem só de alienação
Nem só de orgia
Vivem as pessoas...

Tudo é possível
Mas nem tudo é elucidário
Tudo é permitido
Mas nem tudo necessário...







25 de outubro: C elebração cristã  dos irmãos  gêmeos  Crispim e Crispini ano p adroeiros dos sapateiros. Peço Licença aos Irmãos  C...