terça-feira, 20 de junho de 2017

 
 Nanã Buruquê 
 
 

Nanã, divindade que tem sua origem simultânea à criação do mundo. Orixá que sintetiza morte, fecundidade e riqueza.

Nanã, significa “mãe”, a divindade suprema. É a mais antiga das divindades das águas. No candomblé é respeitada como mãe por todos os outros orixás.

Uma das características dos filhos de Nanã é a calma. São pessoas extremamente lentas no cumprimento das suas tarefas. São pessoas que agem com benevolência, dignidade e gentileza.

As pessoas de Nanã são teimosas, guardam rancor e demoram para tomar uma decisão. Porém agem com segurança, suas reações equilibradas as mantêm no caminho da sabedoria e da justiça.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Pai Nosso
(João Crispim Victorio)

Por meio dos Evangelhos,
um narrado por Mateus,
outro por Lucas,
Jesus nos ensina a falar com o Pai.
Nenhuma fórmula mágica,
mas um bonito exemplo.

O que Ele nos orienta
simplesmente não repetir suas palavras,
pois são apenas orientadoras.
Podemos nós, dessa forma,
criar nossa própria oração
e orar com palavras livres,
vindas do coração...

Até porque, segundo Jesus,
Deus sabe das nossas intenções,
mesmo antes de se proferir uma só palavra.
Não pense, então, que deve falar muito
ou gritar feito louco,
para ser ouvido...

Ao contrário,
quando orar, esteja sozinho.
Recolha-se a um ambiente discreto,
tome cuidado para não fazer alarde.
Em segredo o Pai vê tudo, de certo!
Por isso, o recompensará publicamente.
Assim sendo, comece...

Pai!
Que estais sempre junto a nós,
santo é o Seu nome,
venha a nós o Seu ideal de liberdade,
seja feita a Sua justiça na igualdade,
assim na Terra como em todo Universo.

O pão, nosso alimento diário,
daí-nos hoje, somente o necessário.
Perdoa as nossas dívidas,
assim como nós devemos perdoar aos nossos devedores,
não nos deixeis cair no comodismo, na solidão
e no diacho do consumismo.
Livrai-nos do egoísmo que só traz divisão.

Amém!

                                                              Rio de Janeiro, 15 de junho de 2017.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Pequeno jardim
(João Crispim Victorio) 

Temos um pequeno jardim
Pouco a pouco fomos desenvolvendo
Onde antes só havia pedras
Agora germinam sementes... 

Hibiscos vermelhos e amarelos
Abrigam ninhos de passarinhos
Icsórias resistentes e coloridas
Escondem formigas e grilos... 

Nosso pequeno jardim
Ocupa um canto da rua
Nas noites, quem imaginaria
Dalí podemos contemplar a lua... 

Construímos nosso jardim
Onde tudo era cimento
Pequeno se comparado ao Universo
Porém, grande de paz e sentimentos... 

 

Rio de Janeiro, 12 de junho de 2017
Urca 

Entre as montanhas
O mar se apresenta
Imenso e belo!  

Sobre suas águas serenas
Pequenos barcos navegam livres
Movimentos sincronizados
Sobre as ondas do mar... 

O sol no horizonte se esconde
Recolhe o brilho do dia
À tarde preguiçosa chega de mansinho
Igual ao vôo das gaivotas
Acabam de pousar...  

Suave brisa marinha...  

Lenta e um pouco tímida
Surge a eterna companheira
Noites de boemia! 

Lua de raios prateados
Num céu se compondo de estrelas
Abre vários caminhos
Sobre as águas do mar... 

Amantes se aconchegam
Vidas divididas
Amores escondidos
Paixões perdidas
Gente com medo de amar...  

Quanta saudade
Da sua voz
Do seu cheiro  

Estou só...
 

Poema de João Crispim Victorio.
Livro: Sobre o Rio que Falo...
Um país que não tem dignidade não sente indignação


por Aldo Fornazierihttp://adrank.com.br/www/delivery/lg.php?bannerid=1230&campaignid=716&zoneid=128&loc=1&referer=http%3A%2F%2Fjornalggn.com.br%2Fnoticia%2Fum-pais-que-nao-tem-dignidade-nao-sente-indignacao-por-aldo-fornazieri&cb=df06ab7d84

O presidente da República foi flagrado cometendo uma série de crimes e as provas foram transmitidas para todo o país. Com exceção de um protesto aqui, outro ali, a vida seguiu em sua trágica normalidade. Em muitos outros países o presidente teria que renunciar imediatamente e, quiçá, estaria preso. Se resistisse, os palácios estariam cercados por milhares de pessoas e milhões se colocariam nas ruas até a saída de tal criminoso, pois as instituições políticas são sagradas, por expressarem a dignidade e a moralidade nacional.

Aqui não. No Brasil tudo é possível. Grupos criminosos podem usar das instituições do poder ao seu bel prazer. Afinal de contas, no Brasil nunca tivemos república. Até mesmo a oposição, que ontem foi apeada do governo, dá de ombros e muitos chegam a suspeitar que a denúncia contra Temer é um golpe dentro do golpe. Que existem vários interesses em jogo na denúncia, qualquer pessoa razoavelmente informada sabe. Mas daí adotar posturas passivas em face da existência de uma quadrilha no comando do país significa pouco se importar com os destinos do Brasil e de seu povo, priorizando mais o cálculo político de partidos e grupos particulares.

O Brasil tem uma unidade política e territorial, mas não tem alma, não tem caráter, não tem dignidade e não tem um povo. Somos uma soma de partes desconexas. A unidade política e territorial foi alcançada às custas da violência dos poderosos, dos colonizadores, dos bandeirantes, dos escravocratas do Império, dos coronéis da Primeira República, dos industriais que amalgamaram as paredes de suas empresas com o suor e o sangue dos trabalhadores, com a miséria e a degradação servil dos lavradores pobres.

Índios foram massacrados; escravos foram mortos e açoitados; a dissidência foi dizimada; as lutas sociais foram tratadas com baionetas, cassetetes e balas. A nossa alma, a alma brasileira, foi ganhando duas texturas: submissão e indiferença. Não temos valores, não temos vínculos societários, não temos costumes que amalgamam o nosso caráter e somos o povo, dentre todas as Américas, que tem o menor índice de confiabilidade interpessoal, como mostram várias pesquisas.

Na trágica normalidade da nossa história não nos revoltamos contra o nosso dominador colonial. Ele nos concedeu a Independência como obra de sua graça. Não fizemos uma guerra civil contra os escravocratas e não fizemos uma revolução republicana. A dor e os cadáveres foram se amontoando ao longo dos tempos e o verde de nossas florestas foi se tingindo com sangue dos mais fracos, dos deserdados. Hoje mesmo, não nos indignamos com as 60 mil mortes violentas anuais ou com as 50 mil vítimas fatais no trânsito e os mais de 200 mil feridos graves. Não nos importamos com as mortes dos jovens pobres e negros das periferias e com a assustadora violência contra as mulheres. Tudo é normal, tragicamente normal.

Quando nós, os debaixo, chegamos ao poder, sentamos à mesa dos nossos inimigos, brindamos, comemoramos e libamos com eles e, no nosso deslumbramento, acreditamos que estamos definitivamente aceitos na Casa Grande dos palácios. Só nos damos conta do nosso vergonhoso engano no dia em que os nossos inimigos nos apunhalam pelas constas e nos jogam dos palácios.

Nunca fomos uma democracia racial e, no fundo, nunca fomos democracia nenhuma, pois sempre nos faltou o critério irredutível da igualdade e da sociedade justa para que pudéssemos ostentar o título de democracia. Nos contentamos com os surtos de crescimento econômico e com as migalhas das parcas reduções das desigualdades e estufamos o peito para dizer que alcançamos a redenção ou que estamos no caminho dela. No governo, entregamos bilhões de reais aos campeões nacionais sem perceber que são velhacos, que embolsam o dinheiro e que são os primeiros a dar as costas ao Brasil e ao seu povo.

No Brasil, a mobilidade social é exígua, as estratificações sociais são abissais e não somos capazes de transformar essas diferenças em lutas radicais, em insurreições, em revoltas. Preferimos sentar à mesa dos nossos inimigos e negociar com eles, de forma subalterna. Aceitamos os pactos dos privilégios dos de cima e, em nome da tese imoral de que os fins justificam os meios, nos corrompemos como todos e aceitamos o assalto sistemático do capital aos recursos públicos, aos orçamentos, aos fundos públicos, aos recursos subsidiados e, ainda, aliviamos os ricos e penalizamos os pobres em termos tributários.

Quando percebemos os nossos enganos, nos indignamos mais com palavras jogadas ao vento do que com atitudes e lutas. Boa parte das nossas lutas não passam de piqueniques cívicos nas avenidas das grandes cidades. E, em nome de tudo isto, das auto-justificativas para os nossos enganos, sentimos um alívio na consciência, rejeitamos os sentimentos de culpa, mas não somos capazes de perceber que não temos alma, não temos caráter, não temos moral e não temos coragem.

Da mesma forma que aceitamos as chacinas, os massacres nos presídios, a violência policial nos morros e nas favelas, aceitamos passivamente a destruição da educação, da saúde, da ciência e da pesquisa. Aceitamos que o povo seja uma massa ignara e sem cultura, sem civilidade e sem civilização. Continuamos sendo um povo abastardado, somos filhos de negras e índias engravidadas pela violência dos invasores, das elites, do capital, das classes políticas que fracassaram em conduzir este país a um patamar de dignidade para seu povo.

Aceitamos a destruição das nossas florestas e da nossa biodiversidade, o envenenamento das nossas águas e das nossas terras porque temos a mesma alma dominada pela cobiça de nos sentirmos bem quando estamos sentados à mesa dos senhores e porque queremos alcançar o fruto sem plantar a árvore. Se algum lampejo de consciência, de alma ou de caráter nacional existe, isto é coisa restrita à vida intelectual, não do povo. O povo não tem nenhuma referência significativa em nossa história, em algum herói brasileiro, em algum pai-fundador, em alguma proclamação de independência ou república, em algum texto constitucional em algum líder exemplar.

Somos governados pela submissão e pela indiferença. Não somos capazes de olhar à nossa volta e de perceber as nossas tragédias. Nos condoemos com as tragédias do além-mar, mas não com as nossas. Não temos a dignidade dos sentimentos humanos da solidariedade, da piedade, da compaixão. Não somos capazes de nos indignar e não seremos capazes de gerar revoltas, insurreições, mesmo que pacíficas. Mesmo que pacíficas, mas com força suficiente para mudar os rumos do nosso país. Se não nos indignarmos e não gerarmos atitudes fortes, não teremos uma comunidade de destino, não teremos uma alma com um povo, não geraremos um futuro digno e a história nos verá como gerações de incapazes, de indiferentes e de pessoas que não se preocuparam em imprimir um conteúdo significativo na sua passagem pela vida na Terra.
 

Aldo Fornazieri - Professor da Escola de Sociologia e Política

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Átomos, a essência de tudo.
João Crispim Victorio
[i]


          Desde os primórdios que o ser humano vem fazendo perguntas sobre a origem do Universo e da própria vida. A curiosidade, que nos é natural, nos move a explorar o ambiente em que vivemos, com isso, vamos adquirindo e acumulando conhecimentos que vão passando de geração a geração, ao longo dos tempos. É por meio da observação, da análise, da realização de experiências e da formulação de teorias científicas
[1] que sistematizamos todos os conhecimentos para saber o porquê das coisas acontecerem.
          Nesse sentido, a Teoria do Big Bang[2], atualmente, é usada para explicar o início de tudo. Teoria, esta, que sustenta a ideia de que o Universo surgiu a partir da grande explosão de uma única partícula maciça causando um cataclismo cósmico, a mais ou menos vinte bilhões de anos atrás. O Universo extremamente quente e denso foi se expandindo rapidamente e com o passar do tempo, a matéria foi esfriando e os átomos foram se condensando formando os corpos celestes como as estrelas e os planetas, entre estes a Terra, formada há aproximadamente 4,6 bilhões de anos. Esta teoria afirma que o Universo continua se expandindo de maneira lenta e é infinito.
          A mesma sorte de explicação não temos, até hoje pelo menos, para explicar a origem da vida na Terra. Pois existem várias teorias que se dividem entre religiosas (Criacionismo) e científicas (Evolucionismo). As hipóteses desenvolvidas nas teorias de cunho religioso sugerem que a vida foi criada a partir da intervenção divina e as hipóteses desenvolvidas nas teorias científicas sugerem que a vida vem evoluindo ao longo do tempo. Entre as teorias temos a que se ocupa em explicar a origem da vida a partir de outros planetas (Cosmogênese). Teoria que contém princípios religiosos e científicos.
           Entre as teorias científicas tivemos a que sugeriu que a vida se deu por geração espontânea (Abiogênese), teoria essa que perdurou de Aristóteles até meados do século XIX, quando foi derrubada definitivamente pelo francês Louis Pasteur[3]. Outra teoria sustenta que todos os seres vivos provem de outros seres vivos preexistentes da mesma espécie (Biogênese). No entanto, apesar de sabermos que um ser vivo surge a partir de outro ser vivo da mesma espécie, a biogênese não explica o surgimento do primeiro ser vivo na Terra.
          Para explicar o surgimento do primeiro ser vivo na Terra, temos a teoria da evolução química, a mais aceita pela categoria científica, atualmente. Esta teoria formulou a hipótese de que a vida surgiu a partir das reações químicas que deram origem a moléculas simples que, aliado às condições ambientais peculiares, resultou na formação de moléculas mais complexas até o surgimento de estruturas dotadas de metabolismo e capazes de se reproduzir, dando origem aos primeiros seres vivos. Então, se a vida tem por base as reações químicas que só é possível em condições ambientais propícias, precisamos refletir sobre nossas atitudes de interferências no ambiente, se quisermos manter a sobrevivência das espécies.
          Mas vamos retomar a criação do Universo. A grande explosão que ocorreu, devido à concentração das várias substâncias químicas simples, que fez com que houvesse luz e, também, se formassem todos os corpos celestes que conhecemos hoje. Imaginemos nuvens densas transportando poeira cósmica e toda sorte de substâncias químicas, formadoras da matéria, por um espaço, até então vazio e muito quente. Dessa maneira podemos dizer, então, que o Universo se formou e se apresenta, ainda hoje, através da matéria e da energia. Ou seja, matéria é tudo aquilo que tem existência física, mesmo no caso dos gases, que não podemos ver, mas os mesmos possuem massa e volume. Por isso, a matéria pode se apresentar na forma sólida, líquida e gasosa.
          Sendo assim, podemos concluir que a matéria é formada por um conjunto de substâncias simples ou por um conjunto de substâncias compostas e que, por sua vez, as substâncias, tanto as simples quanto as compostas, são constituídas de moléculas ou aglomerados iônicos, dependendo de como os átomos interagem entre si. O comportamento interacional entre os átomos é o que vai definir o estado físico de uma determinada matéria. Dessa forma podemos dizer que a essência da matéria é o átomo.
          Os filósofos Grécia antiga (pré-socráticos) já se ocupavam com a origem do Universo e para eles a natureza (physis) passava por constantes mudanças, mas o universo encontrava equilíbrio mesmo nas alterações. É com Tales de Mileto (384-322 a.C.), que surge a preocupação com o comportamento da matéria. Mas a ideia de átomo é sugerida pelos filósofos gregos Leucipo (500 a C.) e Demócrito (460 a C.). Eles acreditavam que toda matéria possuía uma parte muito pequena e indivisível como base de sua formação. Somente 23 séculos depois, em 1808 é que o cientista inglês John Dalton, devido ao avanço da ciência, viu a necessidade de melhor explicar a essência da matéria e retomou as ideias de dos atomistas gregos.
          Em 1897, o físico inglês Joseph John Thomson propôs um modelo atômico conhecido como "pudim de passas", onde existiam simultaneamente dois tipos de cargas, as positivas e as negativas. Mais tarde com a descoberta da radioatividade, foi definido que as partículas de carga positiva se concentravam em um núcleo central do átomo e as partículas de carga negativa, circundavam esse núcleo. Porém, alguns pesquisadores identificaram uma falha, pois as cargas de mesmo sinal se repelem e o núcleo possuindo apenas cargas positivas, não se manteria. Para explicar esse fato, foi proposto a existência de partículas entre os prótons que eliminariam a repulsão entre os mesmos. Em 1932, James Chadwick descobriu no núcleo a existência de partículas sem carga, os nêutrons.
          Ernest Rutherford, em 1911, propôs um modelo muito parecido com o sistema solar, o núcleo seria o sol e os planetas, os elétrons. Em 1913, Niels Bohr ampliou o modelo atômico de Rutherford propondo que os elétrons giravam ao redor do núcleo em níveis eletrônicos. E em 1916, o físico alemão Arnoud Sommerfeld dá uma importante contribuição para a evolução do modelo atômico. Inclui no modelo de Niels Bohr, os orbitais elípticos e a relatividade restrita. Dividiu os níveis em subníveis, ou seja, os elétrons estão na eletrosfera em camadas que estariam subdivididas em regiões menores denominadas subníveis de energia, eliminando, assim, a decadência do elétron. Acrescentou mais dois números quânticos, além de estabelecer que os orbitais não tinham que se estabelecer num mesmo plano.
          Então, podemos definir o modelo atômico atual da seguinte forma: núcleo, composto pelas subpartículas prótons (positivas) e nêutrons (sem carga elétrica) e eletrosfera, região que fica ao redor do núcleo formada por níveis e subníveis de energia com seus orbitais específicos, onde provavelmente estão as subpartículas elétrons (negativas). As partículas prótons e elétrons possuem carga elétrica de mesma intensidade, porém de sinais opostos, esse fato sugere um equilíbrio elétrico entre estas partículas tornando o modelo atômico naturalmente neutro. Mas o número de elétrons de um átomo pode variar, já que, na dinâmica da interação entre os átomos para formar as substâncias, os átomos podem perder ou ganhar um ou mais elétrons de suas eletrosferas se transformando em um íons[4].
          Normalmente em um átomo, o número de prótons e nêutrons é invariável. Sendo assim, o número de prótons caracteriza um elemento químico, ou seja, o identifica determinando seu grupo. Ao contrário, os elétrons são variáveis, na medida em que um ou mais elétron pode deixar seu átomo de origem. Esse fato ocorre, particularmente, quando um átomo interage com outro para formar uma nova substância.
          Como podemos perceber todo o Universo é formado por matéria e na sua essência estão os átomos. Esses por sua vez interagem perdendo, ganhando e ou compartilhando seus elétrons, conforme a necessidade de estabilização eletrônica[5]. Sendo assim, a matéria é mutável, isto é, sofre transformações e tais transformações podem alterar ou não sua natureza. Toda e qualquer transformação da matéria é denominada de fenômeno e quando se trata de fenômeno químico, provoca modificação da matéria, alterando sua composição, e quando não, é denominado de fenômeno físico.
          O Universo é dinâmico e está sempre em busca do equilíbrio. Não encontramos átomos isolados na natureza, eles estão ligados uns aos outros por afinidade química e em busca da estabilidade eletrônica. Isso só é possível graças a energia e sua capacidade de causar a mudança ou fazer o trabalho. Todas as substâncias que formam os materiais que encontramos no nosso planeta formam também todos os seres vivos, seja ele uma planta, um animal ou um ser humano. Seres vivos que precisam do calor e a luz do sol, de energia para que seu organismo funcione, pois todas as formas de energia são necessárias à vida.



                                                                                       Rio de Janeiro, 02 de junho de 2017.
 

[1] Teoria científica é o conjunto de conhecimentos que procura explicar, com alto grau de exatidão, fenômenos abrangentes da natureza.

[2] Teoria criada em 1931, afirma a formação Universo a partir de um ponto extremamente denso e que, ao explodir, a 13.7 bilhões de anos atrás, criou o cosmos em expansão.

[3] Cientista francês que fez descobertas que tiveram uma grande importância tanto na área de química quanto na de medicina. Foi o criador da técnica conhecida hoje como pasteurização.

[4] Íons são átomos que perderam ou ganharam elétrons em razão de reações, eles se classificam em ânions e cátions. Ânion é o átomo que recebe elétrons e fica carregado negativamente e cátion é o átomo que perde elétrons e fica carregado positivamente.

[5] Estabilidade química é a necessidade que os átomos têm em obter oito elétrons ou dois, caso particular do hidrogênio, na camada de valência. Esta teoria tem como base a interação entre os átomos que podem perder, ganhar ou compartilhar elétrons a fim de atingir a estabilidade eletrônica dos gases nobres. Cujos átomos são naturalmente estáveis.
 
 
Referencias:

Marcos Braga, Andreia Guerra e José Claudio Reis. Breve história da ciência moderna. Vol. 1,2,3 e 4. Rio de Janeiro - RJ, Jorge Zahar, 2003.

Disponível em < http://www.sobiologia.com.br/> acesso em 29/5/2017.

Disponível em < http://dqfnet.ufpe.br/QGeral1/> acesso em 29/5/2017.

Disponível em < https://docente.ifrn.edu.br/denilsonmaia/evolucao-dos-modelos-atomicos/> acesso em 29/5/2017.


[i] Professor, Especialista em Educação e Poeta.